Em 2 de junho de 2026, a Polícia Civil de Sergipe informou que os plantões especializados foram reorganizados para funcionar de forma integrada na Casa da Mulher Brasileira, espaço localizado no bairro Capucho e voltado a prestar acolhimento humanizado a vítimas de violência. A mudança contempla ocorrências que envolvem mulheres, crianças, adolescentes e idosos na Grande Aracaju.
Com a nova configuração, registros de boletim de ocorrência, pedidos de medida protetiva e demais procedimentos de urgência passam a ser feitos em um único ponto, 24 horas por dia. A expectativa da corporação é reduzir o tempo de resposta, evitar deslocamentos múltiplos e diminuir a revitimização das pessoas atendidas, já que todos os serviços correlatos — polícia, assistência social, psicologia e Judiciário — estão reunidos em um mesmo endereço.
Antes da alteração, casos de violência doméstica ou contra vulneráveis eram distribuídos entre diferentes delegacias especializadas, de acordo com a natureza e o perfil da vítima. A dispersão, segundo avaliação interna, gerava demora no atendimento e obrigava familiares a percorrer vários órgãos em busca de orientação. A centralização busca corrigir essa lacuna.
Além de policiais civis treinados para lidar com crimes de gênero e contra vulneráveis, a Casa da Mulher Brasileira mantém equipes multidisciplinares capazes de oferecer suporte psicológico, assistência social e orientação jurídica. Esse formato já é adotado em outras capitais brasileiras e se baseia na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.
Para quem reside fora da Região Metropolitana, os atendimentos seguem disponíveis nas delegacias regionais, mas situações que exijam acolhimento imediato poderão ser encaminhadas à capital quando necessário. A Polícia Civil ressalta que denúncias de agressão podem ser feitas presencialmente, pelo Disque-Denúncia 181 ou por meio do 190 em casos de emergência.
Representantes da segurança pública destacam que a reestruturação não altera a competência investigativa dos demais departamentos, mas cria um fluxo padronizado para ocorrências urgentes, garantindo rapidez no registro, preservação de provas e proteção legal das vítimas.
Com a adequação, Sergipe passa a contar com uma das estruturas mais completas da região Nordeste para o enfrentamento à violência doméstica e às violações de direitos de crianças, adolescentes e idosos, reforçando a prioridade dada ao tema pelas autoridades estaduais.
Fonte: Governo de Sergipe
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