Na manhã de 3/9, a Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão e prendeu um suspeito. A ação em Farolândia e Marivan, coordenada pela Delegacia de Aquidabã, revelou uma linha de produção de anabolizantes.
Uma ação da Polícia Civil de Sergipe mobilizou equipes logo cedo HOJE, 3 de setembro, para cumprir dez mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em investigação sobre supostos crimes de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro. A ofensiva teve endereços-alvo nos bairros Farolândia e Marivan, em Aracaju, e foi coordenada pela Delegacia de Aquidabã, que conduz o inquérito.
Durante a execução das ordens judiciais, os agentes entraram em um apartamento na Farolândia considerado ponto-chave da investigação. No local, depararam-se com uma verdadeira linha de produção clandestina de anabolizantes. Segundo o material recolhido, o espaço funcionava como laboratório de fabricação e envase, reunindo insumos, equipamentos industriais e centenas de embalagens prontas para distribuição.
No total, foram apreendidos 549 frascos que, de acordo com a polícia, continham substâncias como testosterona, trenbolona, masteron e oxandrolona. Os investigadores também catalogaram outros 82 frascos de anabolizantes variados, dezenas de recipientes com comprimidos e mais de 12 quilos de comprimidos vendidos a granel. Entre os insumos coletados estavam galões de óleo de algodão, álcool benzílico, pós químicos diversos, cápsulas vazias e matéria-prima para produção em larga escala.
Para sustentar a fabricação, o espaço contava com agitadores magnéticos, prensa de inox, transformador de energia e instrumentos específicos de fusão e mistura. Centenas de frascos de vidro vazios, tampas, embalagens e 68 folhas de rótulos adesivos foram encontrados nas prateleiras, indicando um sistema organizado para rotular e colocar os produtos no mercado paralelo.
O homem apontado como principal investigado foi preso em flagrante dentro do imóvel onde o laboratório estava montado. A Justiça também determinou o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas a seis pessoas investigadas. Todo o material recolhido será submetido a perícia para confirmar composição química e origem dos insumos.
Com a conclusão das buscas, o preso e as apreensões seguiram para a Central de Flagrantes, em Aracaju, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis. A investigação segue em sigilo para identificar possíveis compradores, fornecedores de matéria-prima e eventuais ramificações do grupo em outros municípios.
De acordo com os responsáveis pela apuração, o foco permanece na coleta de provas que esclareçam o suposto esquema de extorsão e agiotagem que teria financiado a estrutura clandestina. Novos mandados não estão descartados, e a força-tarefa ressalta que quem tiver informações pode colaborar de forma anônima.
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