Na quinta (24), o DAGV cumpriu mandado contra um investigado por ameaças e agressões à ex-companheira, com quem teve 11 anos de relação. O casal tem uma filha menor e houve descumprimento de medidas protetivas.
Um homem investigado por violência doméstica teve um mandado de prisão cumprido nesta quinta-feira, 24, em São Cristóvão. A ação foi conduzida pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil de Sergipe no âmbito da Operação Mulher Segura – 2ª Edição.
De acordo com informações da investigação, o suspeito é apontado como autor de ameaças e agressões contra a ex-companheira com quem manteve relacionamento de 11 anos. O casal tem uma filha menor de idade. Após análise do histórico do caso e do descumprimento de medidas protetivas, o Judiciário expediu o mandado determinando a prisão preventiva.
Conforme o inquérito, o homem já responde a outro processo criminal envolvendo violência doméstica contra uma ex-companheira, fator que reforçou o entendimento da Justiça sobre a necessidade da custódia cautelar. A decisão levou em conta a reincidência e o risco de novas violações das determinações judiciais.
Durante o cumprimento da ordem, equipes do DAGV localizaram o investigado e efetuaram a prisão sem registro de resistência. Depois de submetido aos procedimentos legais na unidade policial, ele permanece à disposição do Poder Judiciário e aguarda os desdobramentos do processo.
A Operação Mulher Segura – 2ª Edição foi deflagrada para intensificar o enfrentamento à violência doméstica e familiar em todo o estado. A iniciativa mobiliza delegacias especializadas, busca dar celeridade ao cumprimento de mandados e visa garantir proteção às vítimas por meio de ações concentradas.
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que o descumprimento de medidas protetivas é um dos fatores de maior risco para a escalada da violência contra mulheres. Nesses casos, a prisão preventiva é considerada instrumento legal para interromper o ciclo de agressões e preservar a integridade das vítimas.
O DAGV reforça que denúncias podem ser feitas de forma presencial nas delegacias ou pelos canais estaduais de atendimento. Familiares, vizinhos e testemunhas também podem acionar os serviços de urgência sempre que houver suspeita de ameaça ou agressão, contribuindo para a rápida intervenção policial.
O investigado será encaminhado ao sistema prisional após a conclusão dos trâmites na delegacia. O processo segue em segredo de justiça, como previsto na legislação para casos envolvendo violência doméstica.
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