A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), contemplou nesta quinta-feira, 25, mais 16 crianças, adolescentes e jovens com diabetes tipo 1 no projeto ‘Sem Medir a Vida’. A iniciativa reuniu diversas famílias no Caju Hub e garantiu o acesso ao sensor de monitoramento contínuo da glicose Libre 2 Plus para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal.
Na ocasião, profissionais da rede municipal participaram de uma atualização voltada ao aprimoramento da assistência aos pacientes e houve a entrega dos dispositivos, aliada à orientação para pais e responsáveis sobre o manejo da ferramenta no dia a dia. O projeto atende crianças, adolescentes e jovens de 2 a 22 anos, residentes em Aracaju, diagnosticados com diabetes tipo 1, usuários de insulina e acompanhados regularmente pela rede municipal de saúde.
O sensor Libre 2 Plus é uma tecnologia que realiza leituras automáticas da glicose em tempo real, enviando alertas automáticos para o celular ou leitor sempre que a glicose estiver muito alta ou baixa. Essa ferramenta ajuda a evitar picos e quedas acentuadas, reduzindo significativamente a necessidade de medições na ponta dos dedos, que são dispensadas mensalmente pelo SUS municipal, dentro de uma linha de cuidado para garantir a continuidade do tratamento.
A coordenadora da Rede de Atenção Especializada (Reae), Tércia Monteiro, explicou que a nova fase do projeto foi organizada em dois momentos. “Pela manhã, os profissionais do Ambulatório de Endocrinologia participaram de uma atualização sobre as ferramentas de monitoramento contínuo da glicose para qualificar ainda mais o acompanhamento dos pacientes. À tarde, os novos beneficiários e seus responsáveis receberam o dispositivo e foram orientados sobre a utilização do sensor, do aplicativo e da plataforma que subsidiam o acompanhamento clínico”, detalhou.
Segundo Tércia, os 16 pacientes convocados atenderam aos critérios estabelecidos pelo protocolo do projeto, que incluem o diagnóstico de diabetes tipo 1, o uso de insulina, a residência em Aracaju, o acompanhamento no ambulatório e um histórico de pelo menos três consultas com a equipe multiprofissional. “Hoje eles recebem o primeiro kit e iniciam uma nova etapa do cuidado. O grande diferencial do projeto é justamente a continuidade desse acompanhamento, porque o sensor é uma ferramenta que precisa estar associada ao seguimento regular com endocrinologista, enfermeiro, nutricionista e psicólogo”, destacou.
A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, ressaltou que os critérios de inclusão foram definidos para garantir justiça na aplicação dos recursos públicos destinados ao projeto. Ela enfatiza que os sensores são adquiridos por meio de emendas parlamentares municipais e, por conta disso, foi necessário estabelecer prioridades técnicas para alcançar o maior impacto possível. “Como os recursos são finitos, criamos um plano de trabalho com critérios objetivos, priorizando pacientes de Aracaju, acompanhados regularmente na rede municipal e em uma faixa etária que permita maior impacto ao longo da vida”, afirmou.
A secretária acrescentou que a prioridade para crianças e jovens busca reduzir o risco de complicações futuras, como insuficiência renal, amputações e problemas visuais. Ela reforça que o sucesso do tratamento depende do compromisso das famílias. “O sensor não é um dispositivo mágico. Ele é uma ferramenta de apoio ao tratamento, que depende da adesão à dieta, ao uso correto da medicação e ao acompanhamento multiprofissional”, enfatizou Débora Leite.
Conforme o protocolo do projeto, não são elegíveis pacientes que residem fora de Aracaju, possuem outros tipos de diabetes, estão fora da faixa etária estabelecida, não realizam acompanhamento regular na rede municipal, apresentam baixa adesão ao tratamento, possuem condições dermatológicas incompatíveis com o uso do sensor, recusam participar das capacitações ou utilizam dispositivos não compatíveis com o sistema adotado.
Entre as famílias contempladas, a expectativa é de mais tranquilidade, autonomia e qualidade de vida na convivência com o diabetes tipo 1. Mãe da jovem Sayonara Eugênio, de 18 anos, Sandra Eugênio comemorou o acesso ao equipamento e expressou o alívio de reduzir as perfurações diárias nos dedos. “O novo recurso contribuirá para uma melhor evolução do tratamento. A sensação de contar com esse suporte é de segurança. Agora ela vai descansar os dedos e estamos na expectativa de acompanhar uma evolução ainda melhor”, desabafou.
Diagnosticada com diabetes há quatro anos, Sayonara Eugênio acredita que a tecnologia representa um importante avanço em seu tratamento. “O sensor vai facilitar o controle diário da glicemia e deixará minha rotina mais tranquila. Não senti incômodo ao colocar o dispositivo em meu braço, agora é seguir com o tratamento e ver como me adapto no dia a dia”, contou.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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