No Brasil, o futebol vai muito além de ser apenas uma paixão nacional. O esporte movimenta a economia, fortalece a identidade cultural do país, aproxima comunidades e transforma vidas, consolidando-se como uma importante ferramenta de inclusão social. No dia 19 de julho, data em que se comemora o Dia Nacional do Futebol, a relevância dessa modalidade é ainda mais evidenciada, destacando seu papel na formação de crianças e jovens, na promoção da cidadania e no incentivo ao alto rendimento.
Em Aracaju, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), tem ampliado políticas públicas voltadas para o fortalecimento do futebol. Os investimentos vão desde a formação esportiva até o apoio aos clubes profissionais, passando pela ampliação da infraestrutura e pelo incentivo ao futebol feminino.
Os números demonstram a relação dos brasileiros com o futebol. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o futebol é a modalidade mais praticada no país, com cerca de 15,3 milhões de adeptos. Além disso, uma pesquisa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em parceria com o Instituto Nexus, revela que 73% da população acompanha transmissões de partidas, enquanto 47% assistem a pelo menos um jogo por semana. O levantamento também aponta que 78% dos brasileiros torcem por algum clube, evidenciando a presença do futebol na cultura nacional.
O secretário municipal da Juventude e do Esporte, Aquiles Silveira, destaca que a tradição do futebol acompanha o desenvolvimento de Aracaju. Ele explica que a história esportiva da capital sergipana começou com o remo, praticado nos rios Sergipe e Cotinguiba, que originou os tradicionais clubes Sergipe e Cotinguiba. Apenas alguns anos depois, em 1907, o futebol passou a fazer parte desse cenário e rapidamente se consolidou como uma das principais manifestações esportivas da cidade.
“O esporte cresce junto com Aracaju. O futebol deixou de representar apenas a paixão por um clube e passou a fazer parte da identidade cultural da cidade. Quando a Prefeitura investe em esporte, garante um direito da população e promove qualidade de vida, inclusão e cidadania”, afirma.
Esse compromisso se concretiza em diversos equipamentos esportivos mantidos pelo município. Um dos principais exemplos é a Estação Cidadania, localizada no bairro Bugio, considerada um dos maiores complexos esportivos da capital. O espaço atende mais de duas mil pessoas por semana com atividades gratuitas voltadas a crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Para Aquiles, a proposta vai além da oferta de modalidades esportivas. “A Estação Cidadania é uma política pública permanente. Assim como o cidadão sabe que existe uma escola ou uma unidade de saúde no seu bairro, queremos que ele saiba que também existe um espaço onde pode praticar esporte com segurança, professores qualificados e estrutura adequada. O esporte melhora a saúde, reduz o sedentarismo, promove o convívio social e transforma vidas”.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
O modelo implantado no Bugio já inspira a expansão das ações para outras regiões da cidade. A Prefeitura prepara a implantação de um novo núcleo esportivo no bairro 17 de Março, por meio do programa Hora do Esporte, que deverá atender mais de mil pessoas. Paralelamente, a Sejesp mantém atividades permanentes na Orla da Atalaia, na Cinelândia, no Parque da Sementeira e em diversos bairros da capital, oferecendo modalidades como futebol, futsal, jiu-jitsu, vôlei de praia, além de atividades voltadas à terceira idade e a pessoas com deficiência.
Entre as iniciativas especificamente dedicadas ao futebol, destaca-se o Projeto ELAS, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), voltado para meninas em idade escolar. O projeto oferece treinamento gratuito, acompanhamento pedagógico, orientação na área da saúde e uma metodologia desenvolvida por profissionais da universidade.
“Não basta defender o futebol feminino. Era preciso criar condições para que ele se desenvolvesse. A Arena Delas foi pensada exclusivamente para as mulheres, garantindo dignidade, segurança e oportunidades para que elas pratiquem o esporte”, afirma Aquiles Silveira.
O professor Ailton Fernando Santana, um dos coordenadores do Projeto ELAS, ressalta que a iniciativa representa muito mais do que uma escolinha de futebol. Ele lembra que, historicamente, as mulheres tiveram o acesso à modalidade restringido durante décadas no Brasil.
“O Projeto ELAS resgata um direito historicamente negado às mulheres. Não estamos apenas ensinando futebol. Estamos oferecendo oportunidade, inclusão e igualdade. Quando o projeto atende meninas em situação de vulnerabilidade social, seu impacto é ainda maior”, comenta.
Segundo Ailton, a iniciativa também dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente aqueles relacionados à igualdade de gênero.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.







