Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (29) que a decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano reflete a necessidade de prudência diante de um cenário econômico ainda incerto.
Durante evento promovido pelo Itaú, em São Paulo, Galípolo ressaltou que, apesar da recente deflação e de projeções de inflação mais baixas, a autoridade monetária não pode “agir com emoção”. Segundo ele, o Copom entra agora em uma fase de observação, recolhendo evidências sobre a convergência da inflação para a meta de 3%.
Inflação e atividade econômica
O objetivo do BC é fazer a inflação acumulada em 12 meses recuar para 3%, considerada cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%. Galípolo mencionou sinais de desaceleração: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, mesmo com o consumo das famílias em alta, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido.
Questionado sobre a manutenção de juros elevados, ele afirmou que não há “indicador único” para guiar a política monetária. O núcleo de inflação de serviços, por exemplo, subiu 6,17% em 12 meses até agosto, superando o IPCA cheio e a meta. “Mesmo com juros em patamar restritivo, vemos um mercado de trabalho robusto”, disse.
Selic no maior nível em quase 20 anos
Na reunião de 17 de setembro, o Copom manteve a taxa básica em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25%. O comitê citou instabilidades externas e inflação ainda acima da meta como justificativas, apesar da perda de fôlego da atividade econômica.
De acordo com a ata divulgada em 23 de setembro, a queda do dólar e a desaceleração do crescimento ajudam, mas as projeções de preços para os próximos anos seguem acima da meta, conforme o boletim Focus.
Postura “vigilante, serena e persistente”
Galípolo reconheceu que o Brasil tem hoje o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia. Mesmo assim, defendeu a necessidade de manter a Selic em nível “suficientemente restritivo” até que a inflação caminhe de forma consistente para a meta. “Não existe atalho. Mais difícil do que elevar a Selic é mantê-la”, afirmou.
Para o presidente do BC, a credibilidade da instituição depende da firmeza na condução da política monetária: “Nossa missão é ser vigilantes e pacientes, sem agir com emoção”.
Mais detalhes sobre o funcionamento da taxa Selic podem ser encontrados no site oficial do Banco Central do Brasil.
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Em resumo, o BC reforça sua postura de cautela ao manter a Selic em 15% e destaca que a estratégia é essencial para assegurar a convergência da inflação à meta. Continue acompanhando nossas publicações e receba as principais informações do mercado financeiro.
Com informações de g1
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