O Centro Histórico de Aracaju ganhou, nesta quinta-feira, novos detalhes do plano de revitalização conduzido pelo Governo de Sergipe em parceria com a Prefeitura da capital. O secretário especial de Planejamento, Orçamento e Inovação, Júlio Filgueira, apresentou as etapas da proposta que pretende repovoar a região, fortalecer o comércio local e valorizar o patrimônio cultural.
De acordo com Filgueira, o esvaziamento da área central ao longo das últimas décadas foi provocado pela migração de órgãos públicos para outros bairros, pela expansão de shopping centers e por novos polos comerciais. O projeto governamental, afirma ele, mira justamente a reversão desse quadro, articulando investimentos públicos e privados.
Entre as principais intervenções previstas está a criação da Vila Vaticano, um espaço que se estenderá da Ponte do Imperador ao Mercado Pesqueiro. A área ganhará uma orla fluvial com calçadão, mirantes, quiosques, restaurantes e zonas de convivência, ampliando a ligação dos aracajuanos com o Rio Sergipe.
O prédio onde funcionava o antigo Zé Peixe será transformado no principal terminal de embarque e desembarque dos tradicionais tototós, fortalecendo o transporte hidroviário e o turismo na capital. Além desse ponto, sete novos atracadouros serão implantados ao longo da margem do rio.
“A segunda diretriz é que nós não vamos requalificar o Centro diminuindo a atividade econômica. Ao contrário, nós vamos requalificar o Centro ampliando e fortalecendo a atividade econômica”, afirmou o secretário.
A Avenida Otoniel Dória passará por retificação, ganhará calçadas mais largas e vagas extras de estacionamento. Ao lado da unidade do Sesc, um conjunto de prédios será requalificado para abrigar hotel, centro de compras, polo de economia criativa, espaço gastronômico, hub de inovação e um mirante voltado para o rio.
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O governo realizará um levantamento de imóveis desocupados ou subutilizados. O diagnóstico vai orientar novo plano urbanístico que incluirá pavimentação, ampliação de áreas para pedestres, arborização e conforto térmico. Quando houver necessidade de obras, os empreendedores estabelecidos serão relocados sem perder o ponto comercial original.
“Nenhuma atividade comercial existente, nenhum comerciante ou empreendedor que hoje atua no Centro precisará sair. Ao contrário, queremos que aqueles que saíram voltem”, ressaltou Filgueira.
O incentivo à moradia é outro eixo do projeto. Imóveis ociosos poderão ser convertidos em habitações de interesse social, alinhadas a programas como Casa Sergipana e Minha Casa, Minha Vida. Também haverá estímulo a empreendimentos residenciais privados em um perímetro que vai da Avenida Barão de Maruim ao Shopping Riomar e da Rua da Frente à Rua de Lagarto.
Para ativar a vida noturna e reforçar a segurança, todas as novas construções deverão adotar o conceito de uso misto, com comércio no térreo e residências nos andares superiores.
“A presença de comércio, moradia e estudo na área central é fundamental para garantir movimento e segurança durante as 24 horas do dia, evitando o esvaziamento do Centro no período noturno”, enfatizou o secretário.
Ao encerrar a apresentação, Filgueira garantiu transparência em cada fase da iniciativa e disse que a população será informada continuamente sobre o andamento das obras e dos programas ligados à revitalização.
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