Aracaju/SE – Dados do Observatório da Indústria do Sistema FIES revelam que o comércio varejista ampliado de Sergipe encolheu 1,4% em fevereiro de 2026, na comparação com janeiro, acendendo um sinal de alerta para empresários e consumidores.
- Em resumo: Vendas recuam 1,4% e receita nominal desce 2,1% no mês.
- Comparação anual aponta retração de 2,5% nas vendas.
Por que fevereiro foi tão fraco?
O recuo mensal, calculado a partir da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, considera não só o varejo restrito, mas também materiais de construção e o segmento automotivo. O ajuste sazonal elimina efeitos pontuais, revelando uma desaceleração genuína da demanda local.
Mesmo com o Carnaval impulsionando outros setores de serviços, o varejo sentiu o peso dos juros elevados e da confiança do consumidor ainda tímida, segundo analistas do Observatório.
No comparativo com fevereiro de 2025, o estudo registrou retração de 2,5% no volume de vendas.
Efeito no bolso e nas contratações
No acumulado de 12 meses, o avanço de apenas 0,5% nas vendas contrasta com a alta de 3,4% na receita nominal, sinalizando que parte do faturamento vem de reajustes de preço, não de maior quantidade vendida. Isso pode limitar a geração de novos postos de trabalho e frear investimentos em estoque.

Dentro do varejo restrito, a queda foi de 0,3% nas vendas e de 0,6% na receita em relação a janeiro. Ainda assim, houve leve crescimento de 0,4% na comparação anual, indicando que supermercados e farmácias seguem sustentando parte do resultado.
No cenário atual, empresários já discutem promoções agressivas para março e abril a fim de escoar estoques e evitar um ciclo prolongado de retração. A movimentação será decisiva para o mercado de trabalho e para a arrecadação estadual.
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