As exportações de Sergipe enfrentaram uma significativa queda em junho de 2026, totalizando cerca de US$ 8,7 milhões. Essa cifra representa uma retração de 80,5% em comparação com o mês anterior, conforme dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN/SE), vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). Os números revelam um recuo expressivo no desempenho do comércio exterior do estado.
Os produtos exportados por Sergipe estiveram concentrados em um número reduzido de itens. Dos 26 produtos enviados ao mercado internacional, o suco de laranja congelado se destacou, respondendo por US$ 6,8 milhões, o que equivale a 78,6% do total exportado. Na sequência, apareceram o limoneno, com exportações de US$ 768,6 mil, e o óleo essencial de limão, que gerou US$ 158 mil. Juntos, esses três produtos representaram 89,2% das exportações sergipanas no período.
A Europa se destacou como o principal destino das vendas externas de Sergipe. Os Países Baixos (Holanda) foram responsáveis pela maior parte das exportações, com um total de US$ 6,5 milhões. Em seguida, aparecem a Espanha, com US$ 622,8 mil, e a Turquia, que recebeu US$ 280,1 mil.
No entanto, as importações apresentaram um crescimento, alcançando US$ 25,7 milhões em junho, com a entrada de 207 produtos. O coque de petróleo não calcinado liderou as compras externas, somando US$ 6,8 milhões, ou 26,5% do total. Também se destacaram o gás natural liquefeito, com US$ 4,2 milhões, e máquinas e equipamentos para a indústria de panificação, que totalizaram US$ 3,6 milhões.
Os Estados Unidos foram o principal fornecedor de produtos para Sergipe, com um total de US$ 11,8 milhões, seguidos pela China, que forneceu produtos no valor de US$ 6 milhões, e pela Itália, com US$ 4,3 milhões.
Com a acentuada queda nas exportações e o aumento das importações, a balança comercial de Sergipe encerrou o mês de junho com um déficit aproximado de US$ 17 milhões.
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