Comunidades quilombolas que vivem na Amazônia mantêm preservados 92% dos remanescentes de vegetação nativa em seus territórios. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, durante o programa Repórter Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo a reportagem, a taxa de conservação está acima da média registrada em outras áreas amazônicas, reforçando o papel das populações tradicionais na proteção dos ecossistemas. Os quilombolas administram territórios reconhecidos oficialmente, nos quais a cobertura florestal original permanece praticamente intacta.
A informação foi apresentada no noticiário das 18h30, que destacou a contribuição dessas comunidades para conter o avanço do desmatamento na maior floresta tropical do planeta. O levantamento comparou imagens de satélite e dados oficiais de regularização fundiária para identificar o grau de preservação nas áreas quilombolas.
Responsáveis por práticas sustentáveis de uso da terra e manejo de recursos naturais, os moradores dessas regiões combinam produção familiar de subsistência com proteção da biodiversidade local. A articulação entre associações quilombolas e órgãos públicos é citada como fator decisivo para a manutenção da cobertura vegetal.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil reconhece atualmente mais de três mil comunidades remanescentes de quilombos, muitas delas distribuídas pela Amazônia Legal. A regularização dessas terras garante segurança jurídica e fortalece ações de conservação florestal.
O levantamento divulgado pela EBC reforça estudos anteriores que associam a presença de populações tradicionais à redução de desmatamento. O percentual de 92% de vegetação nativa preservada nos territórios quilombolas contrasta com áreas onde a pressão por expansão agropecuária é maior.
Mais detalhes sobre a participação das comunidades quilombolas na proteção da Amazônia estão disponíveis no portal do IBGE, que reúne informações sobre territórios reconhecidos e dados socioambientais.
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O papel dos quilombolas na preservação amazônica demonstra a importância de políticas de regularização fundiária e reconhecimento de direitos tradicionais. Continue navegando e fique por dentro de temas que impactam o futuro do meio ambiente.
Com informações de Agência Brasil
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