SÃO PAULO – Um “número relevante” de estados aceitou a proposta da equipe econômica para frear a disparada do diesel, segundo Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. O plano prevê subsidiar em R$ 1,20 cada litro importado até 31 de maio, custo que será rachado por União e governos estaduais.
- Em resumo: Estados têm até a próxima segunda-feira (30) para aderir oficialmente à ajuda de R$ 1,20 por litro.
Como o subsídio deve funcionar na bomba
Pelo desenho final, não há corte de ICMS. O dinheiro sairá de um fundo emergencial, evitando queda direta de arrecadação local. A Receita Federal acompanhará as notas fiscais em tempo real para garantir que o alívio chegue ao consumidor.
O governo calcula desembolso de até R$ 3 bilhões por mês, sendo R$ 1,5 bilhão compensado aos cofres estaduais. A conta busca proteger produtores rurais, caminhoneiros e o preço de alimentos.
“É uma guerra da qual o país não participa, mas o choque de preços chega a toda a sociedade”, alertou Ceron após a reunião do Comsefaz e Confaz.
O que ainda trava parte dos governadores
Alguns estados temem que o repasse de recursos não seja rápido o suficiente para cobrir despesas correntes e questionam a legalidade do mecanismo. Flávio Cesar de Oliveira, presidente do Comsefaz, disse que as dúvidas técnicas foram “em grande parte sanadas”, mas admite resistências regionais.
Enquanto isso, margens de distribuidoras e postos subiram mais de 30% desde fevereiro, e a Polícia Federal deflagrou a operação “Vem Diesel” em 12 unidades da Federação para coibir preços abusivos. O diesel no país está 23,55% mais caro desde o início do conflito no Oriente Médio, que fechou rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
Crédito da imagem: Divulgação / g1
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