A regulamentação do transporte complementar urbano passou a mudar a rotina de 289 cooperados em Aracaju. Após décadas de espera, motoristas receberam autorização para atuar regularmente na capital.
A regulamentação do transporte complementar urbano começou a transformar a rotina de motoristas que aguardavam há décadas pelo reconhecimento formal da atividade em Aracaju. Com a entrega dos Termos de Autorização às cooperativas habilitadas e dos Termos de Credenciamento das entidades junto à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), no final de julho, 289 cooperados passaram a operar de forma regular na capital.
A medida foi um compromisso assumido pela prefeita Emília Corrêa e marca o início da atuação regular do serviço, conforme estabelece a Lei Municipal nº 6.205/2025. Sancionada em outubro de 2025, a legislação regulamentou o transporte complementar urbano por meio de cooperativas legalmente credenciadas, encerrando uma espera de mais de três décadas para trabalhadores do segmento.
Para os motoristas, a mudança vai além da regularização dos veículos. O presidente da Cooptasan, João Batista, destacou o sentimento de reconhecimento trazido pela nova realidade. “Antes da regulamentação, nós éramos invisíveis. Agora, somos visíveis. Quando passamos pelas ruas, o passageiro percebe que aquele carro é vinculado à cooperativa. Para nós, esse foi um dos melhores presentes dos últimos anos”, afirmou.
Segundo João Batista, a identificação dos veículos facilita o reconhecimento do serviço pelos usuários e dá mais visibilidade aos trabalhadores. A categoria também avança nos procedimentos para obter as placas vermelhas, etapa que permitirá aos veículos regulamentados utilizar as faixas destinadas ao transporte coletivo e contribuir para deslocamentos mais ágeis.
A conquista é resultado de uma trajetória marcada por anos de expectativa. Motorista da Cooptasan, Antônio Carlos Dias da Cruz atua há 12 anos na atividade e acompanhou parte dessa história. De acordo com ele, a luta pela regulamentação atravessava gerações de trabalhadores.
“O sentimento é extraordinário, muito especial. Já existia a cooperativa há cerca de 37 anos, com toda essa luta e batalha. Foi preciso perseverança, esperança e muita oração, confiando que um dia daria certo”, relatou.
Antônio Carlos também lembra que enfrentou momentos difíceis durante o período em que o transporte ainda não era regulamentado.
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