Quatro anos após sua morte, Wellington 'Diabinho' segue presente no esporte sergipano. Sua voz marcante e análises precisas permanecem na memória e nas transmissões locais.
Quatro anos depois de seu falecimento, o jornalista e radialista Wellington Elias, carinhosamente apelidado de “Diabinho do Futebol”, continua sendo lembrado como uma das referências mais marcantes da crônica esportiva de Sergipe. Sua trajetória atravessou décadas nos microfones do rádio, nos estúdios de televisão e nas páginas da imprensa escrita, deixando um legado de informações precisas, análises detalhadas e muito carisma.
O público sergipano se acostumou a ouvir sua voz em transmissões que iam além do placar. Wellington Elias comentava o desempenho coletivo das equipes, destacava escolhas táticas, avaliava a postura individual dos jogadores e ainda costurava cada lance com expressões populares que aproximavam o torcedor do jogo. Esse jeito direto, aliado a um vocabulário rico — que variava de termos técnicos a gírias conhecidas nas arquibancadas — ajudou a construir uma identidade profissional única.
Durante a carreira, o “Diabinho” dividiu bancada com nomes que também escreveram capítulos importantes do jornalismo esportivo local. Sua participação em programas de debate e em reportagens especiais consolidou um estilo que priorizava a clareza na informação e a firmeza de opinião. Segundo colegas de profissão, o comentarista costumava preparar cada transmissão com estudos sobre a história dos clubes, estatísticas atualizadas e detalhes que só quem acompanhava de perto o cotidiano do futebol sergipano conseguia notar.
A referência permanece viva não apenas na memória dos ouvintes e telespectadores, mas também em locais simbólicos, como o Estádio Wellington Elias, em Nossa Senhora do Socorro. A homenagem materializa o reconhecimento de quem acompanhou diariamente seu trabalho e reforça a importância do rádio em um período em que nem todas as partidas eram exibidas na televisão ou na internet. Muitos torcedores relembram que dependiam da narração e dos comentários para se sentirem dentro de campo, e a análise de Wellington Elias fazia parte desse ritual.
Para as novas gerações que buscam entender a evolução da imprensa esportiva em Sergipe, a história de Wellington Elias serve de guia. O profissional mostrou que o comentarista pode, ao mesmo tempo, informar, entreter e educar o público sobre regras, bastidores e contextos que cercam o futebol. Seu nome permanece ligado a essa missão — a de levar o esporte ao torcedor com paixão, conhecimento e linguagem acessível.
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