Máquinas alargam vias e regularizam o leito carroçável em Campo do Brito. Produtores de mandioca, milho e outros cultivos dizem que o transporte de mercadorias ficará mais rápido, seguro e barato.
As máquinas continuam trabalhando na chamada Rota da Farinha, em Campo do Brito, e o cenário já se transforma aos olhos de quem depende diariamente das estradas rurais do município. O projeto, financiado com aproximadamente R$ 20 milhões do Governo de Sergipe, tem como objetivo principal garantir um caminho mais seguro, rápido e eficiente para o escoamento da produção agrícola local.
Produtores de mandioca, milho e outros cultivos que formam a base econômica da região relatam que, com o alargamento das vias e a regularização do leito carroçável, o transporte de mercadorias deixa de ser um obstáculo constante. A melhoria reduz gastos com manutenção de veículos, encurta o tempo de viagem entre as propriedades e os pontos de venda e, na prática, eleva a competitividade dos bens gerados no campo britense.
A intervenção viária atende a uma reivindicação antiga da população rural, que se via isolada em períodos chuvosos e perdia parte de suas colheitas diante das dificuldades logísticas. A nova estrutura, que inclui terraplenagem, drenagem e aplicação de revestimento primário, cria condições para circulação de caminhões de maior porte durante todo o ano, favorecendo não só o transporte de farinha — produto emblemático do município — mas também de frutas, hortaliças e derivados de leite.
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Do ponto de vista econômico, a obra deve estimular iniciativas de industrialização leve, além de fomentar a instalação de pequenos armazéns e pontos de comercialização ao longo da rota. Com melhor acesso, pequenos empreendedores tendem a ampliar investimentos em máquinas e ampliar suas áreas cultivadas, gerando emprego e renda. A ampliação da malha viária também aproxima os moradores de serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde instaladas na zona urbana.
Moradores que antes enfrentavam trechos esburacados e grandes atoleiros apontam que a mobilidade melhora a qualidade de vida. Para quem precisa se deslocar diariamente para a sede municipal ou escoar a produção para feiras regionais, cada quilômetro recuperado representa economia de combustível e menos horas perdidas na estrada.
À medida que as frentes de trabalho avançam, a expectativa é de que as comunidades rurais de Campo do Brito conquistem oportunidades mais amplas, em um ciclo virtuoso que combine infraestrutura, produção agropecuária e geração de renda. Embora ainda haja trechos em fase de terraplenagem, a percepção predominante entre trabalhadores do campo é de que a Rota da Farinha já cria um ambiente de maior confiança para planejar novos cultivos e fechar contratos com compradores de fora do município.
O investimento, portanto, vai além da melhoria física das estradas: fortalece a logística, dá sustentação à economia local e reforça o papel do setor rural como pilar de desenvolvimento em Campo do Brito.
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