Brasília – A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional passará de R$ 1.518 para R$ 1.621. O valor representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao piso atual e ainda precisa ser oficializado por meio de decreto presidencial.
Como o novo valor foi calculado
O reajuste considera dois indicadores:
- a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, de 4,18%;
- o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, limitado a 2,5% pela lei aprovada em dezembro passado.
Sem o ganho real de 2,5%, o salário mínimo ficaria em torno de R$ 1.582, apenas corrigido pela inflação.
Diferença em relação às projeções
O novo piso ficou:
- abaixo do valor previsto na Lei Orçamentária de 2026 (R$ 1.631);
- menor que a estimativa divulgada pelo governo em novembro (R$ 1.627).
O recuo frente às projeções ocorre porque a inflação ficou menor que o esperado.
Quem é impactado
O salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas, segundo o Dieese. Entre os beneficiados estão trabalhadores formais que recebem o piso, aposentados, pensionistas e quem tem direito a benefícios vinculados, como seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Efeito nas contas públicas
De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 1 de aumento no mínimo gera uma despesa adicional de cerca de R$ 420 milhões em 2026. O reajuste de R$ 103, portanto, acrescentará aproximadamente R$ 43,2 bilhões às despesas obrigatórias da União.
Próximos passos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve publicar decreto formalizando o novo valor. Os primeiros pagamentos com o piso de R$ 1.621 serão liberados no início de fevereiro, quando a folha de janeiro é quitada.
Segundo dados do IBGE, o PIB cresceu 3,4% em 2024, índice que serviu de base para o ganho real limitado a 2,5% no cálculo do reajuste.
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O novo salário mínimo reforça o poder de compra de milhões de brasileiros e impacta diretamente as contas públicas. Continue acompanhando nosso portal para receber as próximas atualizações sobre economia e trabalho.
Com informações de G1
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