A Corrida Internacional de São Silvestre realiza em 31 de dezembro sua centésima edição, reunindo mais de 50 mil corredores nas ruas de São Paulo. O número representa recorde de participantes e consolida a prova como o maior evento de rua do país, realizada ininterruptamente desde 1925, exceto em 2020, quando foi suspensa em razão da pandemia de covid-19.
Origem e primeiros passos
Idealizada pelo jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero, a disputa nasceu após ele assistir, em 1924, a uma corrida noturna em Paris. No ano seguinte, às 23h40 de 31 de dezembro de 1925, 48 dos 60 inscritos largaram do Parque Trianon, na Avenida Paulista, para percorrer 8,8 km. O vencedor foi Alfredo Gomes, que concluiu o trajeto em 23min19s.
Internacionalização
Somente atletas brasileiros competiram nas primeiras edições. Estrangeiros residentes no Brasil foram autorizados em 1927, ano em que o italiano Heitor Blasi triunfou, repetindo o feito em 1929. A abertura a competidores sul-americanos ocorreu em 1945, e, em 1947, a prova passou a ser totalmente internacional.
Quebra de jejum brasileiro
Entre 1947 e 1979, nenhum brasileiro venceu. O tabu caiu em 1980, quando o pernambucano José João da Silva cruzou a linha de chegada em primeiro, fato que ele relembra como um momento comparável a “uma Copa do Mundo” para o país.
Figuras históricas
O maior vencedor brasileiro é Marílson Gomes dos Santos, campeão em 2003, 2005 e 2010. No feminino, Maria Zeferina Baldaia, vencedora em 2001, tornou-se referência ao superar uma infância como trabalhadora rural e correr descalça por 15 anos. No panorama geral, a portuguesa Rosa Mota lidera a lista de conquistas, com seis vitórias consecutivas na década de 1980, seguida pelo queniano Paul Tergat, dono de cinco títulos.
Números acumulados
Desde a internacionalização em 1945, atletas brasileiros somam 16 vitórias — 11 no masculino e cinco no feminino. As últimas foram em 2010, com Marílson, e em 2006, com Lucélia Peres.
Formato atual
A organização adota largadas em ondas. Às 7h25 partem cadeirantes e demais atletas com deficiência de elite; às 7h40, a elite feminina; às 8h05, a elite masculina, dividida em dois pelotões por nível técnico. Depois, seguem os demais corredores amadores. Há ainda a São Silvestrinha, disputada em data separada por crianças e adolescentes no Centro Olímpico do Ibirapuera.
A edição de 2025 reforça o caráter democrático da prova, que recebe participantes de todas as regiões do Brasil e de vários países, muitos em busca de superar marcas pessoais ou simplesmente celebrar a virada do ano correndo pelas principais avenidas paulistanas.
Com informações de Agência Brasil
Segundo dados da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a popularidade das corridas de rua no país cresce, em média, 10% ao ano, impulsionada por eventos como a São Silvestre.
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Em sua centésima edição, a São Silvestre reforça a tradição de unir atletas profissionais e amadores em uma celebração que encerra o calendário esportivo nacional. Prepare seus tênis, defina sua meta e participe dessa festa. Boa prova!
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