A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado deve discutir na próxima quarta-feira (4) o tratado de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A relatoria ficará a cargo da senadora Tereza Cristina (PP-MS), enquanto a condução da sessão caberá ao presidente do colegiado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
Se obtiver parecer favorável na CRE, o texto seguirá para votação no plenário da Casa, última etapa legislativa antes de a matéria ser definitivamente apreciada pelo Congresso Nacional. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.
Aplicação provisória na Europa
No cenário externo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou na sexta-feira (27) que a União Europeia aplicará provisoriamente o acordo, criando aquela que deve ser a maior zona de livre-comércio do planeta. O tratado prevê a eliminação de tarifas para mais de 90% dos produtos negociados entre os 27 países do bloco europeu e os quatro fundadores do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que somam cerca de 30% do PIB mundial e um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.
Entre os benefícios previstos, europeus ganharão condições melhores para vender automóveis, máquinas e vinhos aos parceiros sul-americanos, enquanto Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai poderão ampliar o envio de carnes, açúcar, arroz, mel e soja para a Europa. Ainda assim, o tratado enfrenta resistência em alguns países europeus, principalmente a França, preocupados com impactos no setor agropecuário. Essas pressões levaram o Parlamento Europeu a submeter o texto ao Tribunal de Justiça da UE, medida que pode atrasar a ratificação completa por até um ano e meio.
A Comissão Europeia optou por recorrer à aplicação provisória, mecanismo que permite a entrada em vigor parcial do acordo enquanto o trâmite jurídico segue em análise.
Em Sergipe, estado com cadeias agrícolas e industriais voltadas tanto ao mercado interno quanto à exportação, agentes econômicos acompanham os desdobramentos das discussões em Brasília e em Bruxelas, atentos às eventuais oportunidades comerciais.
Fonte: Jovem Pan
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








