Sergipe acelera a expansão de sua malha de gás natural. A Sergipe Gás S/A (Sergas) prevê aplicar cerca de R$ 20 milhões em 2025 e outros R$ 22 milhões em 2026 para ampliar a rede que hoje soma 330 quilômetros de dutos em oito municípios.
Novos pontos de abastecimento
Atualmente, Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras, Estância, Rosário do Catete, Carmópolis e Itaporanga dispõem do serviço. Até 2026, Umbaúba ganhará um posto do Corredor Azul, voltado a frotas pesadas, enquanto Barra dos Coqueiros receberá um gasoduto que cruzará a ponte João Alves para atender condomínios, comércios e postos de GNV.
Em Lagarto, onde já opera um sistema pioneiro de gás natural comprimido (GNC), a companhia planeja implantar uma rede completa capaz de abastecer residências, empresas e futuras indústrias.
Integração com a termelétrica
Outro passo estratégico é a nova estação de medição conectada à usina Porto de Sergipe 1, da Eneva, na Barra dos Coqueiros. A estrutura permitirá a entrada de gás de diferentes fornecedores, possibilitará a remuneração do insumo importado pela empresa e oferecerá a opção de redirecionar excedentes para outras regiões do país.
De acordo com o diretor-presidente da Sergas, Alan Lemos, o projeto amplia a segurança do sistema e cria oportunidades de negócios locais. Além disso, estudos submetidos à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) avaliam a viabilidade de levar o combustível ao sertão sergipano.
Impacto econômico
A disponibilidade de gás natural mais barato e estável tem sido decisiva para novos investimentos, incluindo a reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Laranjeiras, que voltará a ser um dos maiores consumidores do estado. O assessor de Planejamento da Sergas, Maurício Cajazeira, ressalta que a interiorização da rede está alinhada à política industrial do governo estadual e ao objetivo de atrair empreendimentos para o interior.
Benefícios para 49 mil clientes
Hoje, a rede atende cerca de 49 mil unidades residenciais, comerciais, industriais e postos de GNV. Em residências, o fornecimento contínuo dispensa botijões e eleva a segurança, já que o gás natural se dispersa no ar em caso de vazamento. A indústria, por sua vez, reduz custos ao substituir fontes sujeitas à sazonalidade, como GLP ou lenha.
Além de mais seguro e estável, o gás natural emite menos poluentes, contribuindo para metas de sustentabilidade.
Com os investimentos planejados, a Sergas pretende consolidar a infraestrutura necessária para que Sergipe aproveite a produção do projeto Sergipe Águas Profundas, da Petrobras, previsto para ganhar fôlego nos próximos anos.
Os próximos passos da companhia incluem a conclusão das obras em Barra dos Coqueiros e Umbaúba, além da definição de projetos para o sertão, mantendo o ritmo de expansão alinhado ao ciclo de desenvolvimento econômico do estado.
Último parágrafo: Ao levar a rede de gás natural para novas áreas e reforçar a integração com grandes consumidores, Sergipe busca garantir energia mais barata, atrair investimentos e gerar empregos, fortalecendo sua posição no cenário energético nacional.
Para conhecer as diretrizes federais sobre o setor, o leitor pode consultar o Plano Nacional de Energia disponível no site da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
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Com informações de FaxAju
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