O talento da ginástica rítmica sergipana voltou a aparecer em grande estilo no cenário internacional. Entre 1º e 5 de julho, em Assunção, no Paraguai, atletas do estado integraram a delegação brasileira que disputou a Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026 e ajudaram o Brasil a fechar a competição com 32 medalhas, sendo 25 de ouro. Desse total, 10 pódios tiveram assinatura direta de ginastas de Sergipe, resultado que reforça a tradição local na modalidade.
Na categoria sênior, Maria Flávia Britto protagonizou uma campanha de respeito. Ela levou prata no individual geral, no arco e na fita, além de dois ouros: um na disputa por equipes e outro na classificação de máximo acumulador. O desempenho colocou a ginasta entre os maiores destaques do torneio.
Entre as atletas de 13 anos, a hegemonia também teve cor sergipana. Sophia Rocha subiu ao lugar mais alto do pódio no arco e nas maças, somando ainda o ouro por equipes. Líder no qualificatório, ela confirmou o favoritismo nas finais, mantendo a consistência que já vinha demonstrando durante toda a temporada.
Na mesma faixa etária, Maria Vitória Silva brilhou ao conquistar o ouro no aparelho fita e a medalha coletiva pela equipe campeã. Com isso, o trio principal de Sergipe levou para casa sete ouros e três pratas, contribuindo significativamente para a campanha recorde do país.
“Representar Sergipe e o Brasil em uma competição internacional é uma grande honra. Essas conquistas mostram que todo o esforço tem valido a pena e servem de incentivo para continuar evoluindo e levando o nome do nosso estado cada vez mais longe”, destacou Maria Flávia Britto.
“Cada medalha conquistada é resultado de muito empenho e da confiança da equipe, da treinadora e de todos que acreditam no nosso trabalho. Voltar para casa com esses títulos aumenta ainda mais minha motivação para buscar novos desafios”, afirmou Sophia Rocha.
“É uma conquista muito especial. Representar Sergipe e conquistar esse resultado me dá ainda mais motivação para continuar treinando e buscando novos objetivos”, disse Maria Vitória Silva.
A treinadora Iracema Alves, responsável pela preparação das atletas, frisou que o desempenho comprova a qualidade do trabalho desenvolvido em solo sergipano. Segundo ela, disciplina, evolução técnica e dedicação diária são os pilares que têm permitido às ginastas se consolidarem entre os principais nomes da América do Sul.
Para além dos resultados individuais, a performance das sergipanas fortalece a presença da seleção brasileira no circuito continental. A somatória de medalhas em Assunção garantiu ao Brasil a liderança do quadro geral e evidencia o potencial de renovação da equipe nacional, que já mira metas ainda maiores para o próximo ciclo internacional.
Com a bagagem de 10 medalhas em mãos, o grupo retorna a Aracaju para um breve período de descanso antes de retomar os treinamentos. No calendário, já constam convocações para etapas de Copa do Mundo, campeonatos nacionais e, a médio prazo, as seletivas para o Pan-Americano Júnior. O objetivo é manter o ritmo de evolução e seguir levando o nome de Sergipe aos pódios fora do país.
A torcida local, que acompanha de perto cada apresentação, tem motivos de sobra para comemorar. As vitórias recentes reforçam a crença de que o estado segue no caminho certo ao investir em infraestrutura, qualificação de técnicos e programas de base. Se depender do atual momento das ginastas, o hino sergipano continuará a ecoar alto nas arquibancadas internacionais.
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