O bolso do sergipano movimentou mais do que nunca. O estado alcançou R$ 69,7 bilhões em consumo, alta de 4,9% sobre 2025. Mais empresas abriram as portas pra atender essa demanda crescente.
O potencial de consumo dos sergipanos alcançou a impressionante marca de R$ 69,7 bilhões em 2026, um recorde histórico para o estado, conforme levantamento realizado pelo IPC Maps. Este número evidencia a força do mercado consumidor local, sendo impulsionado principalmente pelos setores de comércio e serviços.
O crescimento registrado foi de 4,9% em comparação a 2025, quando o volume de consumo totalizou R$ 66,4 bilhões. Ao mesmo tempo, o número de empresas estabelecidas em Sergipe saltou de 154.993 para 173.264, representando uma expansão de 11,8%. Esse aumento sinaliza um dinamismo econômico crescente, especialmente em áreas que envolvem varejo, alimentação e serviços voltados às famílias.
Conforme o estudo, a maior parte do consumo está concentrada nas áreas urbanas, que contabilizam R$ 62,87 bilhões, enquanto as zonas rurais somam R$ 6,78 bilhões. O levantamento também revela a importância do setor terciário na economia sergipana, que abriga mais de 103 mil empresas de serviços e cerca de 45 mil estabelecimentos comerciais, em contraste com aproximadamente 23 mil indústrias.
Entre os segmentos com maior volume de gastos, a habitação se destaca, com R$ 12,5 bilhões, seguida pela alimentação no domicílio (R$ 7,06 bilhões), alimentação fora de casa (R$ 6,29 bilhões) e despesas com veículos próprios, que superam R$ 6 bilhões. Esses números refletem o crescimento de atividades como bares, restaurantes, delivery, combustíveis e serviços urbanos.
“Os dados do IPC Maps demonstram claramente que Sergipe possui uma economia sustentada pelo comércio, pelos serviços e pelo consumo das famílias. O crescimento do número de empresas mostra que existe confiança do empreendedor no mercado sergipano e reforça a importância de continuarmos investindo em qualificação, inovação e fortalecimento do ambiente de negócios para manter essa trajetória de expansão”, afirmou Marcos Andrade, presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac.
Marcos Pazzini, sócio da IPC Maps Editora, também comentou sobre o perfil do consumidor sergipano. “O IPC Maps mostra que Sergipe possui um consumidor cada vez mais urbano, conectado ao setor de serviços e com forte presença do consumo essencial no orçamento das famílias. Observamos um mercado bastante concentrado nas classes média e média baixa, mas com dinamismo importante em segmentos como alimentação fora do lar, saúde, mobilidade e varejo popular. Isso demonstra uma economia com grande capacidade de circulação de renda e oportunidades relevantes para empresas que compreendam o comportamento regional de consumo”, ressaltou.
Na análise do economista da Fecomércio-SE, Márcio Rocha, os dados também indicam desafios estruturais. “Os números revelam um estado com elevada capacidade de consumo para seu porte populacional, mas ainda dependente de cadeias produtivas externas. Sergipe ampliou o volume de consumo e expandiu significativamente sua base empresarial, porém o desafio econômico agora é transformar essa força consumidora em maior capacidade produtiva, industrialização e geração de valor agregado dentro do próprio estado”, concluiu.
O estudo ainda destaca a forte presença das classes C e D/E, que representam mais de 84% dos domicílios urbanos, sustentando segmentos como varejo popular, atacarejo, farmácias e serviços essenciais. Outro ponto relevante é o crescimento dos gastos com saúde, que já ultrapassam R$ 7,7 bilhões por ano, incluindo medicamentos, higiene pessoal e planos de saúde.
Esses dados consolidam um cenário de expansão do consumo em Sergipe, que é sustentado principalmente pela atividade comercial e de serviços, além de apontar a necessidade de transformar esse crescimento em maior desenvolvimento econômico e geração de empregos no estado.
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