O crédito cresce e o bolso do sergipano sente. Em abril, as famílias foram as principais responsáveis por impulsionar um avanço de 13,2% nas operações financeiras no estado em um ano.
No mês de abril de 2026, o volume de crédito em Sergipe alcançou a marca de R$ 44,8 bilhões, consolidando uma trajetória de crescimento nas operações financeiras no estado. Este montante representa um crescimento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo como principal impulsionador a demanda das famílias, que respondem por quase 80% do total de recursos contratados.
Os dados foram fornecidos pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES, com base em informações coletadas do Banco Central. A pesquisa abrange operações de empréstimo, financiamento, adiantamento e arrendamento mercantil realizados por instituições que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atuantes em Sergipe.
Ao comparar com março deste ano, o saldo das operações registrou um crescimento de 0,9%, mantendo o ritmo de expansão observado nos últimos meses. As pessoas físicas concentraram a maior parte do crédito disponível no estado. Em abril, o saldo das operações destinadas a esse público totalizou R$ 35,3 bilhões, o que equivale a 78,7% do total. Quando comparado a abril de 2025, houve um aumento de 12,1%, e em relação ao mês anterior, o crescimento foi novamente de 0,9%.
Por outro lado, o crédito destinado às pessoas jurídicas somou R$ 9,6 bilhões, representando 21,3% do estoque total. O segmento empresarial registrou uma expansão de 17,2% na comparação anual, um percentual que superou o crescimento observado entre as famílias, além de um avanço de 0,9% em relação a março.
O levantamento também revelou que a taxa geral de inadimplência das operações de crédito em Sergipe se estabeleceu em 5,25% em abril. Este índice considera contratos com atraso superior a 90 dias. No que diz respeito aos segmentos analisados, a inadimplência foi mais elevada entre as pessoas físicas, atingindo 5,41%, enquanto entre as empresas, o índice ficou em 4,68%.
Os números refletem o fortalecimento tanto da oferta quanto da demanda por crédito no estado, envolvendo consumidores e o setor produtivo. Apesar do cenário de expansão, os índices de inadimplência ressaltam a importância do planejamento financeiro e do uso responsável do crédito, a fim de evitar o comprometimento excessivo da renda e da capacidade de pagamento.
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