Anuário de Segurança aponta que Sergipe não teve roubos a bancos nem de cargas no período analisado — feito alcançado só por Rondônia. Em março, o estado completou cinco anos sem ataques a agências ou carros‑fortes.
Sergipe voltou a se destacar nacionalmente no combate aos crimes patrimoniais de maior complexidade. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23/07, apontou que, no período analisado, o estado não registrou nenhum roubo a instituições financeiras nem ocorrências de roubo de cargas, feito alcançado somente por Sergipe e Rondônia.
O levantamento confirmou um marco histórico já celebrado pelas forças de segurança locais: em março deste ano, completaram-se cinco anos sem qualquer tentativa ou consumação de roubo a agências bancárias, caixas eletrônicos ou carros-fortes em território sergipano. Especialistas atribuem o resultado à combinação de inteligência policial, ações preventivas e pronta resposta.
Do lado da investigação, o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) coordena o monitoramento de organizações criminosas com potencial para atuar no estado. O diretor do órgão, Dernival Eloi, explicou que a metodologia adotada busca neutralizar o crime ainda na fase de planejamento.
“O trabalho é baseado em inteligência e troca permanente de informações. Monitoramos grupos criminosos, acompanhamos movimentações suspeitas e atuamos de forma integrada com outras forças de segurança para impedir que essas organizações consigam se estabelecer ou agir em Sergipe”, afirmou Dernival Eloi.
Na esfera ostensiva, a Polícia Militar emprega tropas especializadas, entre elas o Grupamento de Ações Táticas do Interior (GATI) e o Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga). Os militares reforçam o patrulhamento em áreas consideradas vulneráveis, inclusive nas principais rotas de acesso ao estado.
“A Polícia Militar mantém um planejamento permanente, com reforço do policiamento, operações e pronta resposta sempre que há qualquer informação sobre a possível atuação de grupos criminosos. Essa integração com as demais forças de segurança tem sido decisiva para manter Sergipe sem registros desses crimes”, destacou o comandante-geral da PMSE, coronel Carlos Rolemberg.
Além do patrulhamento terrestre, tropas especializadas realizam bloqueios em rodovias e fiscalizações em zonas rurais, evitando que quadrilhas utilizem estradas secundárias para transitar armamentos ou explosivos. Equipes de inteligência acompanham, diariamente, possíveis deslocamentos de suspeitos oriundos de outros estados.
As forças de segurança reforçaram o pedido de colaboração popular. Qualquer movimentação atípica, veículos desconhecidos ou mudança repentina de rotina em localidades afastadas podem ser comunicados, de forma anônima, pelos telefones de emergência e canais oficiais de denúncia.
O cenário relatado pelo anuário confirma Sergipe como exceção no país, ao manter estatísticas zeradas em duas modalidades de crime que, em outros estados, provocam prejuízos milionários e insegurança logística. A intenção agora, segundo as autoridades, é ampliar a vigilância para sustentar os bons indicadores nos próximos anos, fortalecendo o intercâmbio com polícias de outras regiões e investindo em tecnologia de coleta de dados.
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