ARACAJU/SE – Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu profissionais da Atenção Primária, nesta segunda-feira, 13, para um treinamento relâmpago sobre o manejo de canetas de insulina reutilizáveis que permanecem válidas por até três anos. A atualização mira reduzir perdas, aumentar a segurança do paciente e acelerar a entrega do dispositivo em todos os 75 municípios sergipanos.
- Em resumo: Farmacêuticos da rede pública aprendem a aplicar, conservar e orientar pacientes sobre a nova caneta reutilizável fornecida pelo SUS.
Por que trocar a caneta descartável?
O modelo reutilizável, produzido pela Globalx Pharma, aplica insulina humana NPH e regular com maior precisão de dose e menor risco de quebra. Segundo dados do Ministério da Saúde, falhas na administração domiciliar estão entre as principais causas de hospitalização de pessoas com diabetes.
Com validade de três anos, cada dispositivo poupa recursos públicos e reduz o volume de resíduos hospitalares, vantagem que estimula a expansão da tecnologia em todo o país.
“Os profissionais precisam estar preparados para sanar as dúvidas da população. É uma tecnologia nova que exige manejo técnico”, destacou Juliana Santos, coordenadora de Assistência Farmacêutica da SES.
O que muda no atendimento ao paciente?
Farmacêuticos, enfermeiros e médicos de UBSs agora recebem protocolos padronizados de dispensação. As orientações cobrem técnica de aplicação, conservação fora da geladeira e checagem de dose antes de cada injeção.
Para Hainalle Almeida, da Globalx Pharma, o foco é a qualidade de vida do usuário: “Capacitando quem entrega as canetas, evitamos perdas por mau uso e garantimos tratamento contínuo”.
Próximos passos para os 75 municípios
A SES já iniciou a distribuição dos lotes de canetas reutilizáveis. Cada secretaria municipal deve mapear pacientes com diabetes tipos 1 e 2 e agendar orientações individuais nas Unidades Básicas de Saúde.

O farmacêutico Herbert Thiago Castro, de Boquim, aposta no efeito imediato da capacitação: “Voltamos para o município prontos para conscientizar e acompanhar nossos pacientes”, relatou.
Enquanto a implementação avança, a SES planeja auditorias trimestrais para medir adesão, taxas de quebra e economia gerada pelo novo modelo.
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Crédito da imagem: Divulgação
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