O governador Fábio Mitidieri lançou na segunda-feira, 25, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, o programa Sergipe Sem Fome, nova referência estadual em segurança alimentar. A iniciativa reúne ações já em curso — como Prato do Povo, Restaurante Popular Padre Pedro, Cartão Mais Inclusão (CMais), Mão Amiga e feiras da agricultura familiar — e inclui o recém-criado Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA), que receberá investimento de R$ 10 milhões.
Queda expressiva na insegurança alimentar
Mitidieri destacou que a insegurança alimentar grave no estado caiu de 30% em 2022 para 5,5% em 2023. No mesmo período, mais de 2,7 milhões de refeições foram distribuídas. O resultado, segundo o governo, coloca Sergipe como o estado que mais reduziu a extrema pobreza no país.
Pacote de leis e parcerias
Durante a solenidade, foram sancionadas quatro leis: a que institui o próprio Sergipe Sem Fome; a que amplia o Mão Amiga para o extrativismo da mangaba; a criação do Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes); e a lei do PEAA. Também foram assinados termos de compromisso das secretarias da Saúde e da Justiça ao Pecafes e firmado contrato simbólico para construir um banco de alimentos.
Os 75 municípios sergipanos aderiram ao Pacto pela Segurança Alimentar, garantindo articulação conjunta no enfrentamento à fome. A secretária estadual de Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, definiu o programa como “um guarda-chuva” que conecta doações emergenciais e projetos estruturantes.
Números dos principais programas
• Prato do Povo: R$ 16 milhões aplicados e quase 1,5 milhão de refeições servidas.
• Restaurante Popular Padre Pedro: 826 mil refeições entre 2023 e 2024; expansão prevista para quatro polos até 2025.
• Mão Amiga: mais de 12 mil trabalhadores beneficiados, incluindo extrativistas da mangaba.
• CMais: 540 mil benefícios, somando R$ 79 milhões.
• PEAA: 3 mil toneladas de alimentos serão distribuídas a 20 mil famílias.
• PAA federal: mais de 2 mil toneladas entre 2023 e 2025, alcançando 31 mil famílias e 700 agricultores.
Agricultura familiar em foco
O coordenador do PEAA, Luiz Campos, informou que, em 2023, mais de 2 mil toneladas de produtos foram compradas da agricultura familiar e repassadas a entidades socioassistenciais. O Pecafes reserva 30% das compras indiretas do governo a pequenos produtores, enquanto a Rede de Hortas Sergipanas, bancos de alimentos, centrais de distribuição e feiras regionais ampliam o acesso a itens frescos.
Adesão de parlamentares e sociedade civil
A deputada federal Yandra Moura destinou emendas para o programa, reforçando que “alimentação digna é direito fundamental”. O secretário-chefe da Casa Civil, Jorginho Araújo, acrescentou R$ 400 mil em emendas voltadas à distribuição de cestas básicas. Organizações da sociedade civil também receberam 215 kits alimentares, fortalecendo o alcance das políticas públicas.

Imagem: Internet
Com o novo programa, o governo aposta em integração para avançar na redução da fome, apoiado pela total adesão municipal ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Para conhecer indicadores nacionais sobre segurança alimentar, o leitor pode consultar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, responsável por monitorar políticas públicas no setor.
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O programa Sergipe Sem Fome consolida ações dispersas em uma única estratégia, ampliando investimentos e parcerias para garantir alimentação de qualidade à população mais vulnerável. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta reportagem.
Com informações de Governo de Sergipe
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