Segundo a Pnad-C, a taxa entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 10,8% em 2024 para 10,3% em 2025. A redução acompanha a tendência nacional, embora o estado ainda fique acima da média do país.
O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos estados da federação.
Os dados da Pnad-C também apontam que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais em Sergipe saiu de 10,8% em 2024 para 10,3% em 2025. A redução no estado acompanha a tendência nacional, ainda que os índices locais sigam acima da média brasileira.
A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular.
Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula. A iniciativa tem também o objetivo de organizar a atuação das redes de ensino por meio de perfis de acesso definidos na plataforma.
Perfis de acesso
- Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio.
- Operadores
- Agentes de cadastro
- Gestores
O cadastro de usuários e a organização por perfis devem facilitar a articulação entre quem busca voltar a estudar e as vagas oferecidas pelas redes de ensino. Em Sergipe, a queda de 10,8% para 10,3% em um ano indica movimento na direção de redução do analfabetismo, mas os números mostram que ainda há caminho a percorrer para alcançar a média nacional.
Especialistas e gestores educacionais costumam destacar que iniciativas como o Pacto EJA e ferramentas digitais de cadastro podem ampliar o alcance das políticas públicas, ao fornecer caminhos mais claros para matrícula e acompanhamento dos estudantes. Em nível local, a evolução das taxas deve ser acompanhada para avaliar a efetividade das ações e a necessidade de medidas complementares voltadas à inclusão educativa de jovens e adultos.
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