Mais 1,5 tonelada de entorpecentes virou fumaça nesta sexta em Sergipe. Com a queima, o estado chega a 5 t destruídas na Operação Narke, reforçando o combate ao tráfico.
A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Narcóticos (Denarc), realizou nesta sexta-feira, 19, a incineração de aproximadamente 1,5 tonelada de entorpecentes apreendidos durante operações conjuntas das forças de segurança estaduais nos últimos meses. A queima do material ocorreu em um forno industrial, sob escolta policial, após autorização judicial que atestou a legalidade da destruição.
A ação integra a Operação Narke, iniciativa coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e voltada ao enfrentamento do tráfico de drogas em todo o país. Em Sergipe, o Denarc centraliza o recolhimento das substâncias ilícitas retiradas de circulação por delegacias distritais, unidades especializadas e batalhões da Polícia Militar.
De acordo com o levantamento mais recente do departamento, o volume agora eliminado faz o estado alcançar quase cinco toneladas de drogas destruídas em apenas sete meses. Em novembro do ano passado, outras 3,3 toneladas haviam sido queimadas durante operação semelhante, também supervisionada pelo Poder Judiciário.
“Essa ação ocorreu no âmbito da Operação Narke, coordenada pela Senasp, uma operação nacional que vem acontecendo com frequência e visa o combate ao narcotráfico”, destacou o delegado Ataíde Alves, diretor do Denarc, que acompanhou toda a logística de transporte e incineração.
Entre o material destruído estavam tabletes de maconha, cocaína em pó, crack, comprimidos de ecstasy e frascos de substâncias sintéticas, todos já periciados pelo Instituto de Análises e Pesquisas Forenses. A queima seguiu rigoroso protocolo ambiental para evitar emissão de gases e resíduos tóxicos.
O Denarc atribui o aumento dos números à intensificação de investigações, uso de tecnologia de inteligência e trocas de informações com outros estados. “O trabalho integrado tem sido fator decisivo para apreender cargas antes que cheguem aos centros de distribuição”, explicou Ataíde Alves.
A Polícia Civil reforça que a destruição rápida dos entorpecentes evita tentativas de resgate por organizações criminosas e reduz custos de armazenamento. Novas ações de incineração deverão ocorrer ao longo de 2026 conforme avançam as operações da Narke e os inquéritos em andamento.
Os resultados, segundo a corporação, refletem o compromisso das instituições de segurança pública sergipanas em sufocar financeiramente grupos envolvidos no tráfico, ao mesmo tempo em que garantem a destinação adequada de todo material ilícito recolhido.
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