A rede pública de Sergipe já distribui 16.499 tubetes de insulina glargina e 1.444 canetas reutilizáveis. O remédio de ação prolongada costuma exigir só uma aplicação diária. A troca pela NPH será gradual no SUS.
A rede pública de saúde de Sergipe iniciou a distribuição de insulina glargina, que irá substituir gradualmente a insulina NPH no tratamento de pacientes com diabetes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até a última terça-feira, 21 de julho, o estado recebeu 16.499 tubetes do novo medicamento, além de 1.444 canetas reutilizáveis para aplicação.
A insulina glargina é considerada mais moderna e de ação prolongada, permitindo, na maioria dos casos, apenas uma aplicação diária. Essa mudança representa um avanço em relação aos esquemas tradicionais, que podem exigir até três doses diárias. O público-alvo inclui crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos diagnosticados com diabetes tipo 1, bem como idosos com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou 2.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a introdução da insulina glargina tende a proporcionar maior estabilidade no controle glicêmico dos pacientes, reduzir episódios de hipoglicemia e melhorar a adesão ao tratamento, resultando em um impacto positivo na qualidade de vida dos usuários.
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O medicamento estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Sergipe, mediante avaliação clínica e prescrição médica. Para solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina, pacientes, pais ou responsáveis devem se dirigir à unidade de saúde mais próxima com a receita. A equipe multiprofissional da UBS fará a análise do caso antes de autorizar a transição.
Além da distribuição do medicamento, o SUS também fornecerá canetas reutilizáveis, que têm validade de até três anos, e agulhas para aplicação. Os usuários receberão orientações sobre o uso correto, a técnica de administração e o armazenamento adequado do medicamento.
A distribuição da insulina glargina está ocorrendo de forma gradual em todo o Brasil e deve alcançar todos os estados até o final deste mês. Essa iniciativa faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que visa fortalecer a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento da rede pública.
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