Na Operação Última Chamada, coordenada pelo MJSP, a Polícia Civil afirma que Sergipe está entre os estados que mais localizaram aparelhos com registro de crime. O delegado-geral Thiago Leandro diz que a estratégia de combater receptação reduziu furtos e roubos.
Sergipe mantém ritmo acelerado na Operação Última Chamada, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que busca recuperar telefones roubados ou furtados em todo o país. Segundo a Polícia Civil, o estado já figura entre os que mais localizaram aparelhos com registro de crime desde o início da ação.
O delegado-geral Thiago Leandro atribui o desempenho a uma estratégia que foca a receptação.
“Nós focamos e nos especializamos em combater a modalidade de receptação. Então, minando o receptador, diminuímos os índices tanto de furto como de roubo e até mesmo impedimos o crime de latrocínio em relação ao aparelho celular”,
afirmou.
Ao longo da última semana, equipes especializadas cumpriram mandados e realizaram abordagens em pontos de venda suspeitos. A delegada Luciana Pereira detalhou que a operação continua até 31 de agosto para assegurar o maior número possível de apreensões.
“Nessa última semana, tivemos êxito com a apreensão de aparelhos. A operação não acabou. Nós vamos mantê-la até o dia 31 de agosto para que, no dia 1º, na Acadepol, possamos fazer a devolução desses aparelhos”,
explicou.
Pensando em facilitar a vida das vítimas, o Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica da corporação desenvolveu um sistema de consulta. Quem teve o celular levado pode acessar o endereço celularseguro.pc.se.gov.br, digitar CPF e data de nascimento e descobrir se o aparelho foi recuperado. Caso apareça a confirmação, o sistema emite orientações para a retirada na Academia de Polícia Civil em 1º de setembro.
A coordenadora das delegacias da capital, delegada Rosana Freitas, reforçou que o procedimento evita deslocamentos desnecessários.
“Nessa página, a pessoa vai informar o CPF, a data de nascimento e vai verificar se aquele aparelho subtraído foi recuperado. Se houver uma confirmação da recuperação, essa pessoa vai receber as instruções para comparecer à Academia de Polícia Civil na data de devolução”,
esclareceu.
Parte dos telefones foi encontrada com pessoas que alegam desconhecer a origem ilícita dos dispositivos. A cozinheira Luciana Barreto relatou que o marido adquiriu um dos celulares sem saber que se tratava de produto de crime.
“Se esse celular tivesse sido adquirido por uma pessoa que tivesse matado outra para conseguir esse celular, seria um crime maior. Então eu acho muito importante, porque a pessoa compra um celular na mão de outra pessoa, não sabe quem é essa outra pessoa”,
comentou, destacando a importância da operação para esclarecer a procedência.
Além da busca ativa, a Polícia Civil recomenda medidas simples de prevenção: manter a biometria (digital ou facial) ativada, evitar acionar o modo avião em caso de perda e não adquirir celulares sem nota fiscal ou procedência clara. A corporação reforça que receptação é crime e pode resultar em prisão.
Com a continuidade das diligências até o fim de agosto e a devolução marcada para 1º de setembro, Sergipe segue na linha de frente do combate ao furto, roubo e revenda ilegal de aparelhos móveis.
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