A Polícia Civil de Sergipe, em parceria com polícias de todo o país, cumpriu mandados e prendeu 17 suspeitos. A operação, coordenada pelo Ministério da Justiça e pelo Ciberlab, mira golpes digitais e estelionatos.
A Polícia Civil de Sergipe participa, de forma articulada com corporações de todo o país, da Operação Fraude Zero, que tem como foco a localização e a captura de pessoas investigadas ou condenadas por crimes de estelionato e fraudes associadas. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio do Ciberlab, reúne Secretarias de Segurança Pública, polícias civis e militares das 27 unidades da federação em um esforço simultâneo contra golpes que ganham espaço no ambiente digital.
Lançada em 13 de julho de 2026, após reunião nacional de alinhamento estratégico, a operação atua no cumprimento do maior número possível de mandados de prisão relacionados a fraudes financeiras e cibernéticas. O trabalho integrado reforça a repressão a organizações criminosas especializadas em enganar consumidores, desviar recursos de empresas e invadir sistemas para obter vantagens ilícitas.
Em Sergipe, equipes do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e de delegacias especializadas vêm realizando diligências diárias. Até o momento, 17 pessoas foram presas em diferentes regiões do estado, todas com mandados expedidos pelo Poder Judiciário por envolvimento em estelionato, falsidade documental ou crimes conexos. Com esse resultado, Sergipe aparece em primeiro lugar no índice nacional de efetividade, alcançando 54,8% de cumprimento entre os alvos estabelecidos – melhor desempenho entre as 27 unidades participantes.
O levantamento estatístico considera a proporção entre mandados expedidos e efetivamente cumpridos. Na prática, o índice se traduz em menos vítimas, já que muitos dos investigados atuavam em golpes de cartão de crédito, pirâmides financeiras digitais e falsos investimentos. Além das prisões, as equipes apreendem aparelhos celulares, computadores e documentos, materiais que devem subsidiar novos inquéritos e identificar cúmplices ainda em liberdade.
Segundo o corpo investigativo, a troca de informações em tempo real e o uso de softwares de análise de dados favorecem a localização rápida dos alvos. A base de dados compartilhada inclui nomes, fotos, histórico de atuação criminosa e boletins de ocorrência registrados em vários estados. Esse cruzamento permite que suspeitos que mudam de domicílio para escapar da Justiça sejam encontrados em poucas horas.
O delegado André Baronto, diretor do Depatri, parabeniza o Ciberlab pela coordenação da iniciativa e ressalta a necessidade de união entre as forças de segurança estaduais. De acordo com ele, a tecnologia empregada na operação é decisiva para reduzir o impacto financeiro dos golpes e aumentar a responsabilização dos autores.
Além das prisões já realizadas, a Polícia Civil de Sergipe mantém equipes em campo, uma vez que mandados continuam em aberto. A expectativa é elevar ainda mais o percentual de efetividade até o encerramento da operação, previsto para as próximas semanas. Qualquer cidadão que tenha sido vítima de fraude ou possua informações sobre procurados pode procurar a delegacia mais próxima ou utilizar os canais de denúncia sigilosa disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública.
A Operação Fraude Zero demonstra, na prática, que a especialização investigativa, o uso intensivo de ferramentas tecnológicas e a cooperação interestadual formam o tripé indispensável para enfrentar um cenário em que golpes se multiplicam pela internet. Para a população sergipana, o resultado imediato é a retirada de criminosos de circulação e a inibição de esquemas que causam prejuízos milionários em todo o país.
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