A Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE) divulgou a nota técnica “Potencial, Oportunidades e Desafios para Sergipe no Contexto da COP30”, que aponta o estado como o menor emissor de gases de efeito estufa (GEE) do Nordeste em 2023. Segundo o documento, Sergipe registrou 9,63 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde a 0,42% das emissões nacionais e 2,1% das regionais.
O levantamento mostra que o desmatamento representa 18,1% das emissões sergipanas, índice bem inferior à média nordestina, próxima de 60%. Entre 2014 e 2023, o estado também reduziu em 35,6% as emissões industriais e em 13,8% as relacionadas ao setor energético, reflexo de avanços na adoção de tecnologias mais limpas e na transição para fontes renováveis.
Potencial para créditos de carbono azul
Com 21.283 hectares de manguezais, Sergipe tem capacidade estimada para gerar até 52,6 milhões de créditos de carbono (VCUs) até 2050, segundo a nota técnica. O documento ainda destaca a Caatinga sergipana como vetor de bioeconomia, combinando conservação ambiental, agricultura de baixo carbono e geração de renda em comunidades locais.
Mercado estadual de carbono
Entre as propostas listadas está a criação da “Sergipe Carbono” e a implementação de projetos públicos e jurisdicionais de crédito de carbono, voltados a comunidades tradicionais, agricultores familiares e investidores. As ações se baseiam na Lei Federal nº 15.042/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões.
Para o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, o estado está pronto para ocupar posição de destaque na economia verde do Nordeste. “Sergipe tem condições únicas para liderar a transição para uma economia de baixo carbono no Nordeste. Nosso desafio é transformar o potencial ambiental em oportunidade de desenvolvimento sustentável, atraindo investimentos e promovendo inclusão social”, declarou.
O estudo completo pode ser consultado no site da Desenvolve-SE e servirá de base para a participação do estado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para 2025, em Belém (PA).
Em nível nacional, o Ministério do Meio Ambiente detalha o funcionamento do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, que norteará a criação de mercados estaduais como o sergipano.
Para conhecer outras iniciativas ambientais e de desenvolvimento no estado, acesse a seção Sergipe do nosso portal.
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Com informações de FaxAju
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