Depois de uma semana com os canais de atendimento indisponíveis e a suspensão dos serviços presenciais, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) normalizou suas operações. A partir desta quarta-feira (4), o simulador de aposentadoria já pode ser acessado pelo site ou aplicativo do órgão.
A ferramenta realiza sete tipos de cálculos, cruzando as diferentes regras da Previdência para indicar quanto tempo falta para atingir a idade mínima ou o número de contribuições necessárias. Para segurados que estão a até cinco anos da aposentadoria, o sistema apresenta também uma estimativa do valor do benefício.
Atualização do CNIS é essencial
Advogados especializados em direito previdenciário alertam que o simulador nem sempre exibe dados exatos. O motivo é que as informações puxadas do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) podem estar incompletas ou desatualizadas.
Outro ponto é que a ferramenta não considera regras diferenciadas de categorias como professores, pessoas com deficiência ou profissionais expostos a agentes nocivos à saúde. Por isso, antes de protocolar o pedido de aposentadoria, o segurado deve checar e corrigir o CNIS diretamente no site do INSS e reunir documentos que comprovem condições especiais.
Erros mais frequentes e como corrigir
Vínculos sem data de saída: um dos problemas mais comuns é o vínculo trabalhista “em aberto”. Caso a data de desligamento não conste no CNIS, o sistema não contabiliza o período, reduzindo o tempo de contribuição. A orientação é ajustar manualmente as datas no próprio simulador, clicando no ícone de edição.
Contribuições não recolhidas pela empresa: se o empregador deixou de pagar o INSS, o vínculo pode aparecer na carteira de trabalho, mas não no CNIS. Para a simulação, basta inserir as informações. No pedido oficial, o trabalhador deverá apresentar a carteira de trabalho completa.
Valores de salários e contribuições autônomas: o segurado pode corrigir remunerações que estejam erradas, adicionar contribuições como autônomo ou incluir vínculos temporários que não foram computados. Salários anteriores a julho de 1994 não entram no cálculo do benefício e, portanto, não precisam ser atualizados.
Casos de aposentadoria especial
O INSS informa que não disponibiliza simulação para situações que exigem comprovação específica, como professores, pessoas com deficiência ou trabalhadores expostos a agentes nocivos. Nesses cenários, o segurado deve pesquisar as exigências da modalidade e, se necessário, buscar orientação de um advogado previdenciário.

Documentos como carteira de trabalho, PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), holerites e termos de rescisão são essenciais para comprovar tempo e condições de serviço.
Para mais detalhes sobre benefícios e serviços, o segurado pode consultar a página oficial do INSS em gov.br/inss.
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Fique atento às informações, atualize seu cadastro e faça a simulação antes de protocolar o pedido para evitar surpresas no momento da aposentadoria.
Com informações de g1.globo.com
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