A balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (6). O resultado, embora positivo, representa queda de 7,9% em relação a 2024, quando o excedente havia alcançado US$ 74,2 bilhões, configurando o menor saldo desde 2022.
Impacto das tarifas norte-americanas
Segundo o MDIC, a redução foi influenciada principalmente pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. As vendas brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 6,6%, saindo de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado. Com isso, o déficit comercial com os EUA subiu a US$ 7,53 bilhões, salto de quase 2.900% frente ao déficit de US$ 253 milhões registrado no ano anterior.
A sobretaxa, adotada de forma gradual a partir de abril, aplicou alíquotas mais altas sobre produtos como aço e alumínio. Em agosto, Washington definiu uma taxa adicional de 50% para mercadorias brasileiras, preservando cerca de 700 itens da cobrança — entre eles suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes. Em novembro, novas exceções incluíram carne bovina, café, açaí e cacau, mas algumas commodities continuaram tarifadas.
Exportações e importações em números
No total de 2025, as exportações brasileiras somaram US$ 348,7 bilhões, crescimento de 3,9% na média diária. Apesar das restrições norte-americanas, o valor foi recorde histórico. Já as importações atingiram US$ 280,4 bilhões, avanço de 7,1% também na média por dia útil, estabelecendo o maior patamar já registrado.
Mercados que compensaram as perdas
A alta nas vendas para outros destinos amenizou o impacto das barreiras dos EUA. Em 2025, as exportações para a China avançaram 6%, para o Mercosul cresceram 26,6% e, para a Europa, 6,2%. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, atribuiu o desempenho à abertura de novos mercados e a programas de incentivo à competitividade externa.
Dados do MDIC mostram que o Brasil registra saldos negativos com os Estados Unidos desde 2009; o déficit de 2025 foi o maior em três anos.
Para mais detalhes sobre os números da balança comercial, o site oficial do MDIC disponibiliza os relatórios completos.
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Em resumo, o superávit de 2025 confirma a continuidade do desempenho positivo das exportações brasileiras, ainda que pressionado pelo aumento das importações e pelas barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. Para ficar por dentro dos próximos resultados, receba nossos alertas e não perca as atualizações.
Com informações de G1
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