Brasília – Cerca de 45% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos Estados Unidos continua sujeito à sobretaxa de 40% implementada pelo governo do presidente Donald Trump. O dado foi apresentado, nesta terça-feira (9), pela diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori.
De acordo com a dirigente, se a tarifa adicional não for revogada, o setor pode perder até US$ 2,7 bilhões em receitas no próximo ano. O impacto é maior sobre segmentos altamente dependentes do mercado norte-americano, como o de tilápia, sebo bovino e mel.
Produtos mais expostos
Dados da CNA mostram que 97,4% das vendas externas de tilápia realizadas em 2024 tiveram como destino os EUA. No caso do sebo bovino, a participação norte-americana chegou a 93,6%, enquanto o mel registrou 78,2%.
Histórico das sobretaxas
Em abril, Washington impôs uma tarifa recíproca de 10% sobre cerca de 200 itens alimentícios de diversos países, incluindo o Brasil, mas recuou da medida em novembro. Já em julho foi anunciada a cobrança extra de 40% para vários produtos brasileiros; quatro meses depois, mais de 200 mercadorias foram retiradas da lista, aliviando setores como café em grão e carne bovina.
Mesmo após a suspensão parcial, quase metade das exportações agropecuárias brasileiras permanece tarifada, mantendo a incerteza para produtores e exportadores.
Matéria encerrada
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, os Estados Unidos figuram como o segundo maior destino das vendas externas do agronegócio brasileiro, atrás apenas da China.
Para entender como outras decisões do governo norte-americano afetam produtores e consumidores, confira a cobertura na seção de Política do nosso portal.
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Com informações de G1
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