O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central (BC) chegaram a um entendimento que põe fim à possibilidade de o plenário da Corte analisar um pedido de inspeção no processo de liquidação do Banco Master.
A decisão foi selada na última reunião, realizada em Brasília, entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Participaram também diretores do banco, técnicos das duas instituições e o ministro relator do caso no TCU, Jhonatan de Jesus. Ao todo, mais de 20 pessoas estiveram presentes.
Durante o encontro, o BC reforçou a necessidade de preservar o sigilo dos dados fiscais envolvidos nas tratativas entre o Master e o Banco de Brasília (BRB). Em contrapartida, o TCU garantiu que sua atribuição de fiscalizar o Banco Central permanece intacta.
Procedimento mais leve
Vital do Rêgo informou que o trabalho a ser conduzido será classificado como diligência, procedimento considerado mais simples que a inspeção originalmente solicitada pelo relator. Técnicos da Corte deverão iniciar as verificações nos próximos dias.
Com o acordo, o embargo do Banco Central — que pedia análise do plenário do TCU sobre a necessidade de inspeção — será retirado e não chegará a ser apreciado em sessão.
Próximos passos
O entendimento firmado afasta a possibilidade de medidas mais duras, como uma intervenção ampla no processo que levou à liquidação do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. Ambos os órgãos sinalizaram continuidade às apurações dentro dos limites técnicos já definidos.
Segundo Vital do Rêgo, o objetivo é garantir transparência sem comprometer informações sensíveis do sistema financeiro nacional.
Para mais detalhes sobre as atribuições legais do Banco Central, consulte a página oficial da autoridade monetária neste link.
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Com informações de G1
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