WASHINGTON (20.out.2025) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (20) que poderá elevar para 155% as tarifas sobre produtos importados da China a partir de 1º de novembro, caso os dois países não cheguem a um novo entendimento comercial.
Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse acreditar em um “acordo comercial muito forte”, mas reforçou que Pequim “não quer conflito”. Trump também confirmou ter aceitado convite para visitar a China no início de 2026. Antes disso, delegações dos dois governos devem se reunir nas próximas semanas, na Coreia do Sul, para retomar as negociações.
Escalada nas tarifas
Na última sexta-feira (17), o presidente reconheceu que a tarifa de 100% atualmente aplicada a produtos chineses “não é sustentável”, mas argumentou que a medida foi adotada em resposta à postura de Pequim. No sábado (18), o vice-premiê chinês He Lifeng e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, realizaram videoconferência classificada como “franca e construtiva”, na qual a China concordou em agilizar uma nova rodada de diálogos.
Minerais críticos em foco
Trump afirmou ainda acreditar que os chineses “voltarão à mesa” para tratar de minerais críticos, especialmente terras raras. Na semana passada, o Ministério do Comércio da China publicou regras exigindo licença para exportar itens que contenham mesmo pequenas quantidades desses 17 elementos químicos, fundamentais para a produção de smartphones, painéis solares, veículos elétricos e equipamentos militares. Segundo Washington, as restrições ameaçam a trégua tarifária.
Retaliações adicionais
O presidente norte-americano criticou a decisão chinesa de limitar a exportação de terras raras e anunciou que, além da possível tarifa de 155%, avalia proibir importações de óleo de cozinha e outros bens. De acordo com Trump, a medida responderia à suspensão de compras chinesas de soja dos EUA, decretada por Pequim em maio.
Pequim reagiu por meio do Ministério do Comércio, afirmando que os controles sobre terras raras são consequência direta das ações adotadas por Washington nas negociações anteriores.
Representantes dos dois países pretendem reunir-se novamente antes do fim de outubro para tentar evitar a implementação da nova tarifa.
Em nota técnica, a Organização Mundial do Comércio (OMC) detalha os limites permitidos para tarifas de retaliação entre seus membros, ressaltando a necessidade de que qualquer elevação seja comunicada previamente (WTO).
Para acompanhar outras movimentações na arena internacional, visite a editoria Internacional do Sé por Dentro.
Esta reportagem destacou as últimas declarações do presidente norte-americano e os próximos passos nas tratativas bilaterais. Continue conosco e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo móvel.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








