A Universidade Federal de Sergipe (UFS) anunciou, na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, os primeiros cursos de graduação do novo campus de Propriá, localizado no Baixo São Francisco. Essa iniciativa faz parte de um projeto maior de expansão do ensino superior no interior do estado, que conta com um investimento de R$ 125 milhões voltado para infraestrutura e desenvolvimento regional.
Os cursos confirmados para a nova unidade incluem Engenharia Eletrônica, Engenharia de Robôs, Engenharia Biomédica e Bacharelado em Tecnologia de Alimentos. A proposta acadêmica do campus será focada em uma formação politécnica, enfatizando as engenharias e a integração com as demandas produtivas locais.
Com a inauguração do campus de Propriá, a UFS passará a ter oito campi em funcionamento. O reitor André Maurício ressaltou que o modelo de ensino adotado permitirá que os estudantes obtenham dupla formação.
“A proposta é que o aluno inicie com um curso tecnológico e, posteriormente, possa avançar para o bacharelado ou engenharia, garantindo dois diplomas ao final da formação”,
explicou o reitor. Ele ainda comentou que os cursos foram desenvolvidos em diálogo com setores estratégicos da região, como a cadeia de laticínios e a agricultura.
A implantação do campus é considerada um marco para o desenvolvimento regional, com o prefeito de Propriá destacando a importância da parceria entre o poder público e a universidade. Segundo ele, a expectativa é que os novos cursos comecem a funcionar já no próximo ano, proporcionando mais oportunidades de qualificação e geração de empregos na região.
A pró-reitora de Graduação, Marta Élid Amorim, também comentou sobre a proposta dos cursos, que foram elaborados com uma abordagem integrada, focando na interdisciplinaridade e na inovação.
“O campus de Propriá nasce alinhado às demandas contemporâneas da indústria, da saúde e da transformação digital, fortalecendo o papel da universidade pública na formação de profissionais altamente qualificados”,
afirmou.
Com essa nova unidade, espera-se impulsionar o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico do Baixo São Francisco, além de aumentar o acesso ao ensino superior em Sergipe, contribuindo para a formação de uma mão de obra qualificada para o estado.
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