Cerimônia aconteceu no Auditório do Paço Municipal, na Praça São Francisco, Patrimônio Mundial da Unesco
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) entregou à Prefeitura de São Cristóvão um acervo com mais de 10 mil documentos históricos digitalizados, em cerimônia no Auditório do Paço Municipal, na terça-feira, 22.
A cerimônia aconteceu no Auditório do Paço Municipal, na Praça São Francisco — conjunto tombado pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 2010. O trabalho de preservação documental foi conduzido ao longo dos últimos três anos em parceria com profissionais do município, sem qualquer financiamento externo. “Dentro dessa perspectiva de entender o papel de cada um de nós, tanto do visto profissional, que é um aprendizado, essa é a essência também de projetos como esse, mas, sem dúvida, é o que a gente vai deixar. Porque esse trabalho é só o começo. É o começo de se conhecer enquanto história. Esse foi um projeto ímpar e fundamental. Este dia, este momento aqui é histórico, porque esses documentos vão ser deixados para o futuro, para um conjunto imenso de gerações para frente”, reforçou o reitor da UFS, André Maurício.
O resgate teve origem em 2016, a partir de uma iniciativa da bibliotecária e documentalista do município, Rafaela Pereira. “Não apenas para mim, mas para outras pessoas. Não é sobre nós, é sobre o outro. Pensei: se eu achei relevante essa pesquisa e esses documentos, outras pessoas também podem achar, não necessariamente da minha área de biblioteconomia, documentação ou história, mas também de letras, filologia, filosofia. E foi isso que eu quis tratar e preservar, para que essas pessoas tenham o devido acesso”, destaca ela.
Cinco etapas e 10 mil documentos

Para dar conta do desafio, o DCI mobilizou três monitores e três voluntários, em cinco etapas metodológicas: diagnóstico, higienização, organização, digitalização e implementação do repositório digital. O projeto permitiu que bolsistas de iniciação científica aplicassem na prática o conteúdo da sala de aula. As alunas Carolina Dantas, Roberta Nascimento e Sofia Matos alertaram, porém, para as necessidades contínuas do acervo: “infelizmente apenas digitalizar um acervo não é garantia da sua preservação digital. Precisamos usar softwares e equipamentos específicos para a reprodução deste material”, afirmaram.
A professora do Departamento de Ciência da Informação Alessandra Araújo ressaltou que a ação cumpriu os três pilares acadêmicos da instituição — ensino, pesquisa e extensão. “Todo trabalho, quando construído dessa forma, com o apoio dos professores e das instituições, mesmo sem recursos financeiros e com cursos de baixo investimento, nós conseguimos realizar. E o melhor de tudo é que esse trabalho está sendo divulgado internacionalmente”, afirma.
Com informações da Ascom UFS

Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








