Na volta às aulas, Unicef aponta redução de alunos com dois ou mais anos de atraso: Brasil caiu de 18,7% (2019) para 11,3% (2025). Em Sergipe a melhora foi ainda mais acentuada.
O Unicef destacou, nesta volta às aulas, os avanços do Brasil na educação, especialmente no que diz respeito à redução do número de crianças e adolescentes com dois ou mais anos de atraso escolar. O fenômeno, conhecido como distorção idade-série, apresentou uma significativa queda nos últimos anos.
No Brasil, os dados revelam que em 2019, 18,7% dos alunos da rede pública de Ensino Fundamental estavam nessa situação, enquanto em 2025 esse percentual caiu para 11,3%. Em Sergipe, a melhoria foi ainda mais acentuada, já que em 2019, 34% dos estudantes estavam em distorção idade-série, cifra que foi reduzida para 17,7% em 2025.
No Ensino Médio, a distorção idade-série também apresentou queda significativa no Brasil, passando de 28,9% para 17,6% no período. Em Sergipe, a redução foi de alarmantes 48,2% para 20%. Esses dados demonstram um avanço notável na educação sergipana e brasileira.
Para ajudar a melhorar esses índices, o Unicef lançou a estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, em parceria com o Instituto Claro e as redes públicas de ensino de seis Estados, incluindo Sergipe. Essa estratégia tem como foco enfrentar a distorção idade-série, garantindo que estudantes em atraso escolar possam recompor suas aprendizagens e avançar em seus estudos. Em 2025, cerca de 3,1 mil educadores foram capacitados, impactando positivamente a trajetória de 40 mil alunos.
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Além disso, o Unicef colabora com os municípios que participam do Selo UNICEF 2025-2028, priorizando temas como o enfrentamento da cultura de fracasso escolar e a alfabetização. Essas iniciativas têm contribuído para os resultados positivos observados em todo o Brasil, conforme os dados analisados pelo Unicef com base em informações do Inep.
A redução da distorção idade-série ocorreu em todas as etapas da educação pública, abrangendo todas as regiões e Estados do Brasil. Os maiores avanços foram registrados nas regiões Norte e Nordeste, onde o percentual de estudantes do Ensino Fundamental público com dois ou mais anos de atraso escolar caiu consideravelmente.
Entretanto, mesmo com os avanços, os impactos da pandemia de Covid-19 ainda são sentidos. As medidas adotadas durante a crise, como os contínuos pedagógicos, ajudaram a melhorar os indicadores de fluxo escolar, mas muitos alunos ainda enfrentam lacunas de aprendizagem. Portanto, além de combater a distorção idade-série, programas como Trajetórias de Sucesso Escolar se concentram na recomposição das aprendizagens, assegurando que os alunos não apenas avancem de série, mas também adquiram os conhecimentos e habilidades necessárias para suas etapas de ensino.
“Os dados recentes mostram que estamos no caminho certo, mas ainda há muito a ser feito. O Unicef trabalha com Brasil, Estados e municípios em políticas de recomposição das aprendizagens e enfrentamento do fracasso escolar. É essencial ampliar as políticas direcionadas a estudantes com dois ou mais anos de atraso escolar”, afirmou um representante do Unicef.
A estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar se destaca como uma iniciativa crucial para apoiar Estados e municípios na elaboração e implementação de políticas educacionais que promovam o acesso à educação e a permanência na escola. A estratégia disponibiliza materiais pedagógicos e recomendações que visam melhorar a situação educacional no Brasil.
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