Brasília – O prazo legal de desincompatibilização encerrou-se no último sábado (4) e provocou um terremoto no mapa político: 11 governadores renunciaram simultaneamente para concorrer a cargos federais nas eleições de outubro, redefinindo alianças e abrindo espaço para vices assumirem o comando dos estados.
- Em resumo: Caiado e Zema miram o Planalto; outros nove ex-governadores buscam vaga no Senado.
Quem trocou o gabinete pela campanha
Dois nomes despontam na corrida presidencial: Ronaldo Caiado (PSD-GO) oficializou a pré-candidatura, enquanto Romeu Zema (Novo-MG) encerrou seu segundo mandato indicando a mesma intenção, mas ainda sem registrar a chapa. Outros nove ex-chefes de Executivo — Gladson Cameli, Wilson Lima, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho, João Azevêdo, Antonio Denarium e Cláudio Castro — deixaram o Palácio local para disputar o Senado, mesmo que Castro o faça sub judice após condenação do TSE.
Segundo dados da Câmara Federal, a janela de renúncia busca impedir que ocupantes usem a máquina pública durante a campanha, regra que vale igualmente para prefeitos e ministros de Estado.
“Quem permanece no Executivo durante o processo eleitoral pode influenciar indevidamente a disputa”, determina a legislação eleitoral ao justificar a saída obrigatória.
Os que preferiram tentar a reeleição
Nove governadores optaram por permanecer no cargo e disputar mais quatro anos: Clécio Luís, Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Eduardo Riedel, Raquel Lyra, Rafael Fonteles, Jorginho Mello, Tarcísio de Freitas e Fábio Mitidieri. Pela lei, quem busca apenas o segundo mandato não precisa se afastar.
Em contrapartida, sete mandatários, já no limite de dois períodos consecutivos, decidiram cumprir o mandato até dezembro sem entrar na eleição: Paulo Dantas, Carlos Brandão, Ratinho Junior, Fátima Bezerra, Eduardo Leite, Marcos Rocha e Wanderlei Barbosa.
A maratona eleitoral terá primeiro turno em 4 de outubro; se nenhum candidato a presidente ou governador ultrapassar 50% dos votos válidos, o segundo turno está marcado para 25 de outubro, mobilizando 155 milhões de eleitores.
Crédito da imagem: Divulgação
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