Paris – A Agência Internacional de Energia (AIE) mapeou que, em pouco mais de dois meses de conflito no Oriente Médio, ao menos 39 governos já colocaram em prática ações emergenciais – algumas nada convencionais – para segurar a disparada do petróleo e evitar um choque ainda maior no custo de vida.
- Em resumo: de cortes de imposto a limite de compra de combustível, valem até fechar universidades e reduzir a semana escolar.
Medidas vão de subsídios a racionamento drástico
A lista da AIE, disponível em dados oficiais, mostra que cortes de tributos são o recurso mais comum, caso de Itália, Japão e Turquia. Mas vários países avançaram para controles de preços diários ou subsídios diretos a grupos específicos, como motoristas de aplicativos nas Filipinas.
Outras nações apostaram em reduzir a demanda. Bangladesh proibiu ar-condicionado abaixo de 25 °C, enquanto a Coreia do Sul retomou o rodízio de placas para carros particulares. O Laos encurtou a semana escolar de cinco para três dias para economizar transporte.
“Fechar universidades, limitar iluminação pública e instituir trabalho remoto às sextas-feiras viraram ferramentas de política energética em 2026”, aponta a AIE.
Por que isso importa para o bolso do brasileiro
No Brasil, o Ministério da Fazenda já cortou impostos federais sobre diesel, subsidiou gás de cozinha e negociou ajuda financeira aos importadores. Comparado a exportadores de petróleo como a Arábia Saudita, o país sente menos o choque cambial, mas ainda depende da importação de parte do diesel e do querosene de aviação.
Especialistas alertam que, se a guerra se prolongar, medidas mais duras – como teto de preços ou racionamento de energia – podem entrar no radar. O movimento global reforça a necessidade de planos de contingência também para setores que dependem intensamente de combustíveis fósseis.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
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