Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) – Em ação recente, a maior emergência pública do estado revisou normas internas, lançou treinamentos e padronizou condutas para blindar equipes contra acidentes com materiais perfurocortantes, risco que já gera mais de 70 mil notificações anuais no Brasil.
- Em resumo: Novo protocolo detalha do descarte de agulhas ao suporte pós-exposição, mirando a segurança de 79% dos profissionais mais vulneráveis: os da Enfermagem.
O que mudou na prática
A direção apresentou um Procedimento Operacional Padrão (POP) alinhado à Norma Regulamentadora 32 e reforçou, em treinamento presencial, regras como não reencapar agulhas, respeitar o limite das caixas coletoras e usar EPIs completos. O movimento acompanha estatísticas do Ministério da Saúde que apontam que 75% dos acidentes com material biológico envolvem objetos perfurantes.
Além de aulas teóricas, enfermeiros do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) simularam ocorrências reais para fixar respostas rápidas: estancar sangramento, registrar o caso em até duas horas e iniciar profilaxia de infecções.
“Trabalhar a prevenção é muito importante porque isso traduz o compromisso e cuidado que temos constantemente com os nossos colaboradores”, destacou a diretora assistencial Maria Lúcia Santos.
Impacto direto na linha de frente
O foco recai sobre quem manuseia agulhas e bisturis minuto a minuto. Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, 79% das ocorrências vitimam profissionais de Enfermagem. Para a enfermeira Lorena Andrade, conhecer cada passo do protocolo “garante suporte imediato ao colega e minimiza riscos de infecção”.
A programação preventiva seguirá ao longo do ano, mês a mês, com auditorias surpresas nos setores mais expostos – centro cirúrgico, pronto-socorro e hemodinâmica – para medir adesão às novas rotinas de descarte.
Ao reforçar a cultura de segurança, o Huse cria barreiras que protegem tanto funcionários quanto pacientes e se coloca como referência regional. Caso a iniciativa inspire outros hospitais, a tendência é que o número de ferimentos e infecções laborais caia progressivamente.
Crédito da imagem: Divulgação / Ascom SES
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