Brasília – Em tom enfático, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, negou que o governo esteja inflando o quadro federal e destacou que 70 mil servidores deixaram a administração desde 2016, enquanto apenas 19 mil ingressaram.
- Em resumo: saldo negativo de pessoal motiva plano de convocar até 7 mil aprovados em concursos já homologados.
Por que a máquina encolheu nos últimos anos
A titular da pasta lembrou que a última grande reposição ocorreu antes de 2016. De lá para cá, aposentadorias e exonerações superaram admissões, gerando um déficit que, segundo ela, afeta a entrega de políticas públicas.
Com a lei aprovada no mês passado, o número de carreiras no Executivo saltou de duas para oito, criando funções transversais e extinguindo cargos considerados obsoletos — movimento alinhado ao debate em curso na Câmara dos Deputados sobre modernização administrativa.
“Estamos recompondo a capacidade do Estado. Tecnologia ajuda, mas decisão pública exige pessoas”, argumentou Dweck.
Convocações, digitalização e a trava eleitoral
A ministra afirmou que o governo está liberado para chamar candidatos de processos já homologados, inclusive durante o período eleitoral. Entre os possíveis convocados, estão aprovados no Concurso Nacional Unificado, na Polícia Federal e na Fiocruz.
E ainda que a digitalização avance, Dweck sustenta que novos perfis profissionais serão necessários para supervisionar algoritmos, analisar dados e garantir atendimento humano nas pontas.
Ela também assegurou que a despesa de pessoal permanece em 2,4% do PIB, dentro do limite fiscal vigente, afastando o risco de pressão orçamentária.
Crédito da imagem: Divulgação
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