O Ilê Axé Alarokê confirmou para os dias 26 a 29 de novembro de 2025 a 9ª edição do Xirê da Consciência Negra, programação que ocupa espaços em Aracaju e São Cristóvão com debates, oficinas e apresentações artísticas voltadas às religiões de matriz africana em Sergipe.
Com o tema “Reflexividade e Contemporaneidade – O Uso da Fotografia e do Audiovisual na Construção de Epistemologias Plurais nas Comunidades Tradicionais de Terreiro”, o encontro combina rodas de conversa, minicursos, lançamento de pesquisa, mostras culturais e experiências gastronômicas.
Programação de abertura
A cerimônia de início, marcada para 26 de novembro, às 18h30, no Auditório do Centro de Criatividade, em Aracaju, inclui:
- Saudação de ogãs do Ilê Axé Alarokê;
- Espetáculo de dança “Oníré”, do Grupo Ará Ìjo;
- Roda de conversa sobre o Xirê como espaço de visibilidade dos povos de terreiro, com Genivaldo Martires Olware e Lina Delé Nunes;
- Lançamento da nova logomarca do evento, desenvolvida por estudantes de Design Gráfico da UFS;
- Divulgação dos resultados do “Mapeamento dos Espaços de Culto de Religiões de Matriz Africana em Sergipe 2025”, produzido pelo Observatório de Terreiro de Sergipe;
- Apresentação do espetáculo teatral “Mandinga”, do grupo Hecta-SE.
Atividades acadêmicas e artísticas
Nos dias 27 e 28, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, recebe minicursos sobre antropologia visual e recursos sonoros aplicados às religiosidades, além da exibição do curta “Sobre Plantas, Mãos e Fé” e de mesas redondas que discutem fotografia, audiovisual e territorialidades nas comunidades tradicionais de terreiro.
A programação contempla ainda o espetáculo “Colheita”, da dançarina Elisa Araújo, apresentação musical de MC Pardal e roda de capoeira com o Grupo Mestre Pinguim.
Encontro no Ilê Axé Alarokê
O encerramento acontece em 29 de novembro, no próprio Ilê Axé Alarokê, localizado na Rodovia João Bebe Água, em São Cristóvão. A agenda inclui workshop sobre a diáspora iorubana, cozinha ancestral com pratos votivos de terreiro e Samba de Caboco.
Objetivos do evento
Para a comissão organizadora, o Xirê fortalece a produção de conhecimento dentro das comunidades de terreiro e amplia a luta contra a invisibilidade e a violência religiosa. “A fotografia e o cinema são ferramentas de memória que legitimam nossos saberes frente às narrativas hegemônicas”, diz a mediadora Danielle Azevedo (Oyá Tundé). Lina Delé Nunes acrescenta que tornar os terreiros visíveis “é defender territórios culturais, simbólicos e físicos”.
O professor Genivaldo Martires ressalta que o encontro entre prática ritual, pesquisa acadêmica e arte “constrói políticas de reconhecimento e cuidado aos povos de terreiro”.
Mais detalhes sobre o evento podem ser consultados no perfil oficial do Ilê Axé Alarokê nas redes sociais.
Segundo orientações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), manifestações culturais de matriz africana integram o patrimônio imaterial brasileiro e podem solicitar registro oficial de salvaguarda.
Para continuar acompanhando as principais agendas culturais do estado, visite a seção de Sergipe em nosso portal.
Participe e fortaleça a cultura afro-brasileira em Sergipe.
Com informações de Infonet




