BRASIL — O Governo do Distrito Federal pode fechar 2026 com um rombo de até R$ 4 bilhões, segundo economistas ouvidos pelo g1 neste domingo (3/5).
- Em resumo: especialistas defendem cortar contratos em até 25% já em 2026 e reformar o orçamento para evitar insolvência em 2027.
Corte de contratos é a primeira linha de defesa
Entre as medidas já em vigor, um decreto determina a renegociação de contratos com redução de até 25% nas despesas. A baixa disponibilidade de caixa — um dos piores índices do país, de acordo com dados do Banco Central — amplia a urgência dos ajustes.
O controle mensal do orçamento também entrou no radar do governo: cada órgão só pode usar 1/12 da dotação a cada mês.
“É vital que cada órgão respeite a liberação mensal de 1/12 do orçamento para evitar descasamento financeiro”, afirmou Renan Silva, professor de economia do Ibmec Brasília.
Reformas estruturais miram o próximo mandato
Para além de 2026, Renan Silva sugere consolidar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) com foco em participação popular e menos créditos extraordinários. Ele lembra que 64,6% do orçamento de R$ 74,4 bilhões previsto para 2026 já está comprometido com folha de pagamento, o que limita novos investimentos.
“Há margem para economia, e esse esforço precisa ser feito ainda neste ano”, avaliou o economista César Bergo.
Risco de calote e pressão em 2027
Bergo projeta que o DF não conseguirá quitar todas as despesas contratadas para 2026, repassando restos a pagar para 2027. O cenário é agravado pela crise do Banco de Brasília (BRB), que pode gerar impacto de até R$ 13 bilhões, segundo estudo do ObservaDF.
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Crédito da imagem: Reprodução / Agência Brasília




