O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou, na manhã desta segunda-feira (11), o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A medida ocorre depois que um vice-secretário do governo Donald Trump publicou mensagens nas redes sociais criticando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota sucinta, o Itamaraty classificou as declarações como “inaceitável ingerência em assuntos internos do Brasil” e informou ter entregue ao diplomata norte-americano uma comunicação formal de protesto. O ministério reforçou que “as instituições brasileiras são sólidas e merecem respeito de todos os parceiros estrangeiros”.
As postagens do alto funcionário dos EUA circulam desde o fim de semana. Nos textos, o vice-secretário acusa Moraes de “atentar contra a liberdade” e defende “medidas internacionais” contra o magistrado. A repercussão motivou reação imediata de autoridades brasileiras.
A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann, divulgou nota ainda no domingo (10) repudiando a manifestação do norte-americano e expressando solidariedade ao ministro do STF. Congressistas de diferentes legendas também se manifestaram, cobrando explicações do governo dos Estados Unidos.
Procedimento diplomático
A convocação de um encarregado de negócios é considerada uma das formas mais enérgicas de protesto diplomático antes do chamado de volta do embaixador. No encontro, representantes do MRE leem e entregam a chamada “nota de protesto”, documento que registra oficialmente o descontentamento do Estado brasileiro.
Repercussão e próximos passos
Até a publicação desta reportagem, a embaixada norte-americana não havia comentado o teor da reunião. O Itamaraty informou que aguarda “resposta apropriada” de Washington.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
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Não há ainda previsão de nova reunião entre os dois governos sobre o tema.
Com informações de Agência Brasil
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