São Paulo — O fundo de capital de risco Sororitê, criado no fim de 2024 por Erica Fridman, brasileira, e Jaana Goeggel, suíça, pretende captar R$ 25 milhões para investir exclusivamente em startups que tenham ao menos uma mulher entre os fundadores.
Quem são as gestoras
Fridman, com passagens por Johnson & Johnson e Procter & Gamble, e Goeggel lideram o primeiro veículo de venture capital do País focado em empreendedoras. Até agora, 43 cotistas — 40 mulheres e três homens — já aportaram R$ 13 milhões.
Onde o dinheiro será aplicado
O Sororitê mira empresas de tecnologia em estágio inicial. Mesmo antes de concluir a captação, o fundo investiu em duas companhias em 2024: uma proptech e uma startup de cibersegurança para operações via Pix. A estratégia é fechar parceria com outras seis empresas ainda em 2025.
Por que investir em lideranças femininas
Dados do Pitchbook indicam que, em 2020, apenas 0,04% do capital de risco no Brasil foi destinado a startups lideradas exclusivamente por mulheres; quando a equipe é mista, o índice sobe para 2,2%. Estudos citados por Fridman mostram que negócios comandados por mulheres consomem 25% menos caixa por mês e podem oferecer retorno 35% superior sobre o investimento inicial.
Barragens culturais
Segundo as fundadoras, muitas empreendedoras relatam perguntas sobre vida pessoal, filhos ou aparência durante apresentações a investidores — questões que raramente surgem para homens. A percepção motivou a criação do fundo, que busca comprovar, com resultados financeiros, o potencial das lideranças femininas.
Reação ao conservadorismo
O movimento ocorre em meio a uma onda de críticas a programas de diversidade no setor de tecnologia. Em janeiro, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, declarou em podcast que as empresas precisavam de mais “energia masculina”, comentário considerado “decepcionante” por Fridman.
Com a tese de que performance fala mais alto que estereótipos, as gestoras querem mostrar, nos próximos anos, que apostar em projetos fundados por mulheres é não só justo, mas também rentável.

Imagem: g1.globo.com
Com informações de G1
Um relatório do Ipea também aponta disparidades de investimento entre homens e mulheres no país, reforçando a relevância de iniciativas como a do Sororitê.
Para acompanhar outras reportagens sobre empreendedorismo e inovação, visite a seção Destaques do nosso site.
O financiamento a startups fundadas por mulheres ainda é incipiente, mas o sucesso de fundos como o Sororitê pode acelerar a mudança. Continue acompanhando nossas publicações e descubra como essas iniciativas evoluem no mercado brasileiro.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








