São Paulo – A Chevrolet apresentou em julho a linha 2026 do Onix com visual atualizado, mas preservou o sistema de correia dentada banhada a óleo, componente que originou controvérsia entre proprietários e oficinas especializadas.
Como funciona o componente
A correia sincroniza o movimento do virabrequim com o comando de válvulas. Quando instalada dentro do motor e constantemente lubrificada, passa a ter vida útil maior do que a versão seca, que opera externamente e sofre ação direta do calor, da umidade e de detritos.
Manutenção é o ponto crítico
Mecânicos ouvidos pelo g1 alertam que o desgaste prematuro da correia está ligado principalmente ao uso de lubrificante inadequado ou à troca parcial do óleo. O manual do Onix exige óleo 0W20 com certificação Dexos 1 Gen 2, a ser substituído a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses.
Segundo Bruno Bandeira, da Oficina Mecânica Na Garagem, quando se utiliza óleo fora da especificação a correia incha, solta fibras e pode entupir o sistema de lubrificação, causando travamento do motor. Casos semelhantes já geraram reparos de até R$ 40 mil em modelos de outras marcas que adotam o mesmo conceito.
Custos e prazos
A correia banhada a óleo do Onix deve ser trocada a cada 240 mil quilômetros, contra 60 mil quilômetros da correia seca. Em compensação, o lubrificante homologado custa em média R$ 59 o litro; o hatch utiliza quatro litros por troca. A Chevrolet cobra R$ 660 pela inspeção do sistema – desmontagem parcial do motor e troca completa do óleo. Se houver necessidade de substituir o kit de correia, o valor adicional é de R$ 700.
Benefícios apontados por especialistas
Para o mecânico Alexandre Dias, proprietário das oficinas Guia Norte, o principal ganho é a durabilidade. Ele também destaca menor vibração e redução de ruído em motores de três cilindros graças à lubrificação constante do componente.
Outros modelos com a mesma solução
Além do Onix, Tracker, Montana e vários veículos das marcas Ford, Peugeot e Citroën utilizam correia banhada a óleo. O tema aparece com mais frequência no hatch da Chevrolet pelo volume de vendas: em 2025 foram 42.078 unidades emplacadas, contra 34.212 do Tracker e 11.784 da Montana, segundo a Fenabrave.

Imagem: g1.globo.com
O que diz a Chevrolet
A General Motors afirma que a correia oferece maior eficiência energética, menor consumo de combustível e menos ruído. A empresa informa ter alterado a composição química do componente para torná-lo mais resistente a óleos de baixa qualidade e ampliou a garantia do motor para cinco anos.
Para mais detalhes sobre especificações de lubrificantes automotivos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibiliza orientações em seu site oficial www.gov.br/anp.
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Manter o lubrificante correto e respeitar os prazos de troca são as melhores garantias de longevidade para o motor e para a correia banhada a óleo. Siga as recomendações do fabricante e evite despesas inesperadas.
Com informações de g1
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