Pequim / Washington – A produção e o fornecimento de ímãs feitos com metais de terras raras transformaram-se no principal ponto de atrito entre China e Estados Unidos. Nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou aplicar tarifa de até 200% sobre o produto caso Pequim não amplie o envio do insumo para o mercado norte-americano.
Pressão da Casa Branca
Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que a medida seria “necessária” para garantir o abastecimento da indústria local. O pronunciamento ocorre em meio à prolongada guerra comercial e tecnológica que opõe as duas maiores economias do planeta.
Domínio chinês na cadeia produtiva
A China concentra as maiores reservas conhecidas de neodímio, elemento essencial para a fabricação de ímãs de alta potência. Além da extração, o país é o único que controla todas as etapas do processo: beneficiamento do minério, produção dos componentes e montagem final dos ímãs.
Impacto nos veículos elétricos
Os ímãs de terras raras são componentes indispensáveis em motores elétricos, baterias e equipamentos eletrônicos. A dependência é particularmente crítica para montadoras de veículos elétricos, segmento que cresce rapidamente em todo o mundo.
Retaliações e recuos
Em 2019 e 2020, Pequim chegou a restringir o envio de neodímio aos Estados Unidos em resposta às tarifas impostas por Washington. A reação provocou preocupação entre fabricantes norte-americanos e levou Trump a suspender parte das tarifas por 90 dias — prazo que já foi prorrogado diversas vezes.
Vantagem competitiva chinesa
Enquanto companhias dos EUA dependem da importação de componentes, montadoras chinesas optaram por produção verticalizada, fabricando internamente motores, baterias e outros sistemas. O modelo reduz custos e acelera a inovação: hoje é possível comprar um carro elétrico na China por cerca de R$ 30 mil, contra R$ 75 mil no Brasil e, no mínimo, R$ 115 mil nos Estados Unidos.
Expansão global
Gigantes como a BYD registram aproximadamente 45 patentes por dia, segundo a vice-presidente Stella Li. Com o mercado norte-americano mais fechado, a estratégia é avançar em países como o Brasil, classificado pela executiva como “fundamental” para o plano internacional da montadora.
Olho no futuro
Além dos automóveis, empresas chinesas desenvolvem projetos de carros voadores. A expectativa é colocar cerca de 100 mil unidades em operação na China até 2030, com apoio regulatório e financeiro do governo.

Imagem: que os ímãs estão no centro da disput
A tensão em torno dos ímãs de terras raras ilustra a dependência global desses materiais estratégicos e reforça o peso da China na cadeia de tecnologia limpa.
Com informações de g1
Estudos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmam a concentração das reservas de terras raras em território chinês, fator que aumenta a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento.
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Em resumo, a disputa por ímãs de terras raras evidencia a importância estratégica desses materiais para o futuro da mobilidade e da indústria de alta tecnologia. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos capítulos dessa negociação.
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