O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (28) mudanças no Pix que reforçam o mecanismo de devolução de valores a clientes vítimas de fraudes, golpes ou coerção. As novas regras entram em vigor de forma facultativa em 23 de novembro e passam a ser obrigatórias em 2 de fevereiro.
Pelas normas atuais, a restituição só pode ser feita a partir da conta originalmente utilizada no golpe. Segundo o BC, estelionatários costumam esvaziar rapidamente essa conta, tornando a recuperação do dinheiro mais difícil. Com o aperfeiçoamento, o sistema passará a rastrear o caminho percorrido pelos recursos, permitindo que outras contas envolvidas sejam bloqueadas para viabilizar a devolução.
O órgão informou que a identificação dos trajetos do dinheiro será compartilhada entre as instituições participantes do Pix. O processo de ressarcimento poderá ser concluído em até 11 dias após a contestação registrada pela vítima.
Autoatendimento nos aplicativos
A partir de 1º de outubro, todos os bancos e fintechs deverão disponibilizar, em seus aplicativos, uma opção de contestação automática de transações suspeitas. O canal dispensará contato humano e agilizará o pedido de devolução, aumentando a chance de ainda existirem fundos na conta do fraudador.
O Banco Central espera que a medida amplie a identificação de contas usadas em golpes e desestimule a prática de fraudes com o meio de pagamento instantâneo.
Mais detalhes sobre o sistema podem ser consultados na página oficial do Pix mantida pelo próprio Banco Central, disponível em bcb.gov.br.
Imagem: Internet
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Com o reforço no rastreamento de recursos e a criação de ferramentas de autoatendimento, o Banco Central pretende tornar o Pix ainda mais seguro. Continue de olho em nossas atualizações para saber como utilizar o mecanismo de contestação assim que ele estiver disponível em seu banco.
Com informações de G1




