São Paulo – As ações da Reag Investimentos (REAG3) registraram queda de 17,5% no pregão desta quinta-feira (28) depois que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da gestora, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Investigação
A operação, batizada de Carbono Oculto, mira um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis que envolveria o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a PF, o grupo é suspeito de sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais.
Alcance nacional
Cerca de 1.400 agentes cumprem ordens judiciais em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A investigação aponta a existência de mais de 300 postos de combustíveis atuando em fraudes, número que o setor estima chegar a 2.500 apenas em São Paulo.
Posicionamento da empresa
Em fato relevante divulgado nesta manhã, a Reag confirmou ser alvo da operação e informou que “se trata de procedimento investigativo em curso”. A companhia, maior gestora independente do país segundo ranking da ANBIMA, administra R$ 299 bilhões em ativos e foi a primeira de wealth management a abrir capital na B3.
Impacto no mercado
O desdobramento da investigação provocou forte reação dos investidores. Por volta das 11h, os papéis da Reag acumulavam retração de 17,5%, reduzindo o valor de mercado da companhia poucas horas após a abertura do pregão.
As autoridades afirmam que o PCC atuava na importação irregular de produtos químicos usados para adulterar combustíveis, afetando toda a cadeia de produção e distribuição.
Até o momento, a PF não divulgou o número de prisões ou o total de bens apreendidos.

Imagem: Internet
Segundo a Polícia Federal, esta é a maior ação já realizada no país contra o crime organizado no ramo de combustíveis.
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Com informações de g1
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